ULTRAMAN

ULTRAMAN

Estúdio: Production I.G; Sola Digital Arts
Direção: Kamiyama Kenji; Aramaki Shinji
Roteiro: ?
Baseado em um mangá por Shimizu Eichi
Número de episódios: 13
Shinjiro Hayata, filho de Shin Hayata, o primeiro Ultraman, herda seu poder especial, mas cresceu sem saber disso. Um dia, Shinjiro é atacado por um inimigo desconhecido, mas é salvo por seu pai, que finalmente revela sua identidade secreta. Após presenciar seu pai sendo gravemente ferido na batalha, Shinjiro não vê outra escolha se não se tornar o novo Ultraman.

Bom, tá mais pra um review, considerando que já assisti a série completa.

Para os receosos em relação à animação… Sim, você provavelmente vai se incomodar. Ultraman certamente não é uma série que se destaca pelo seu estilo 3DCGI, mesmo embora tenha diretores veteranos nesse estilo como Kenji Kamiyama (009 Re:Cyborg) e Shinji Aramaki (Appleseed). A movimentação dos personagens é travada e robótica, em modelos 3D com expressões faciais limitadas. Isso prejudica muito a série em momentos em que há uma emoção forte sendo comunicada, ou até mesmo em momentos cômicos, que ficam simplesmente desajeitados.

Dito isso, as cenas de ação conseguem se beneficiam muito do estilo de animação, em que há mais dinamicidade e coreografias bem elaboradas. Também é interessante como elas se inspiram bastante nas lutas das próprias séries tokusatsu – e a animação certamente dá a liberdade para isso.

Mas talvez o que me incomode quase tanto quanto a animação seja o protagonista. Filho do Ultraman original, sua caracterização se resume a mostrá-lo como um jovem receoso, em que todas as suas falas são espaçadas e repetindo algum conselho que alguém acabou de lhe falar –  o que o priva de qualquer traço de personalidade marcante. Fora seus momentos heroicos como Ultraman, ele é basicamente uma batata sem carisma. Além disso, alguns subplots envolvendo personagens secundários também são desinteressantes e pouco importam para a construção da trama no geral. Mas não é de tudo ruim, e a série tem um elenco de personagens interessantes o suficiente para sustentá-la.

Mesmo não sendo o maior fã de Ultraman, creio que dá para afirmar que é uma boa homenagem à franquia. Servindo como uma sequência da série original dos anos 60, o anime incorpora elementos das séries subsequentes e cria uma mitologia própria bem interessante, fazendo várias referências à inimigos e conceitos clássicos,  que deve agradar quem cresceu com a série.