Senki Zesshou Symphogear XV

Senki Zesshou Symphogear XV

Estúdio: Satelight
Direção: Ono Katsumi
Roteiro: Kaneko Akifumi
Anime original conceitualizado por Agematsu Noriyasu
Número de episódios: ?
Quinta temporada de Symphogear.

Eu sei que a ideia é falar da nova temporada de Symphogear estreando esse mês chamada Symphogear XV (que não, não é a décima quinta temporada, é a quinta). Porém, se tratando Symphogear de uma série em que cada temporada depende da anterior e cada uma não se diferencia muito de sua predecessora exceto por uma considerável melhora na animação, não há muito valor em se falar de XV para quem já conhece a série. Porém, até hoje ainda não fiz preview de nenhuma temporada de Symphogear, então posso usar esse espaço para falar da série em si.

A primeira temporada de Symphogear aconteceu em 2012, logo após o sucesso de Madoka e foi considerado um dos animes influenciados pelo sucesso de tal, o que talvez tenha sido a intenção na época porque possui um começo bem sombrio. Mas com o tempo a série foi distanciando de Madoka e se aproximando do conceito de séries como Nanoha, focando no heroísmo das personagens e na ação. A primeira temporada de Symphogear não conquistou muita gente no ocidente e confesso ter sido um daqueles que a julgou duramente e desisti de acompanhar suas sequências, provavelmente também por comparar com Madoka, como outros fizeram, e esperar a mesma qualidade de roteiro. A animação no começo também não ajudava, sendo de qualidade bem fraca. Porém, o sucesso impulsionado pelos singles do anime o fez um fenômeno no Japão, o que rendeu uma longa franquia que conta agora com sua quinta temporada.

Falo em sucesso impulsionado por singles porque o tema principal de Symphogear são garotas que se transformam e ganham poder ao cantar. Sendo assim, a maioria das batalhas acontecem com música de fundo cantada pelas próprias personagens. Esse foi provavelmente o maior fator de sucesso da série em um momento que todos seus outros elementos pecavam. Adiciona-se a isso uma história “épica” cheia de referências religiosas e tramas internacionais e temos um verdadeiro blockbuster entre os animes. Isso resume bem Symphogear. Não é uma história muito inteligente ou original, apesar de conter certa complexidade. O roteiro parece ter saído de um JRPG. O que faz sentido, já que o principal roteirista, Kaneko Akifumi, é o escritor da hoje defunta franquia de videogames Wild Arms. Kaneko escreveu todas as temporadas de Symphogear até agora e é o principal responsável por aquelas histórias bobas mas épicas que o anime vem desenvolvendo até então. Fãs de roteiros de JRPG clássico inclusive podem encontrar na série algo para adorar.

Mas para a maioria do público de Symphogear, o maior atrativo hoje é provavelmente a qualidade de animação. Sendo rivalizada nessa temporada provavelmente somente por Fire Force, Symphogear é sempre um espetáculo de animação, principalmente nos primeiros e últimos episódios, e continua se superando a cada temporada. Não é a toa que a série é grande o suficiente no Japão para dominar as menções no Twitter no primeiro episódio de XV, e provavelmente será facilmente a mais vendida.

Mas então, o que há para se falar de XV por si só? Como falei no início do preview, Symphogear é uma série contínua que você não pode simplesmente pular para a nova temporada ignorando a anterior. Apesar de não achar a história original, ela é complexa o suficiente para se fazer necessário acompanhar desde o começo. Sendo assim, XV não traz nada novo fora a continuação da história deixada incompleta na temporada anterior, AXZ. Se há um elemento que posso destacar é a volta de um clima mais pesado que não se via desde a primeira temporada. Como falei, a série começou quase pegando carona no sucesso dos chamados “mahou shoujo dark” em seu início, mas logo abandonou esse lado para seguir um rumo que, apesar de ainda bem dramático e com fatalidades, era mais focado em ação heroica. Porém, é impossível assistir o segundo episódio de XV sem lembrar do primeiro episódio da primeira temporada. Visto que essa temporada (que pretende ser a última da franquia, mas a franquia já tinha prometido acabar antes) deve envolver Miku na trama principal novamente, imagino que o escritor queira abrir a possibilidade de uma morte trágica acontecer ao trazer de volta esse clima de fatalidade. Particularmente não acredito que há risco disso e chegaremos no fim com Hibiki salvando Miku no último momento como esperado e veremos o merecido casamento das duas no último episódio.