Nakanohito Genome [Jikkyouchuu]

Nakanohito Genome [Jikkyouchuu]

Estúdio: Silver Link.
Direção: Oonuma Shin
Roteiro: Shimoyama Kento
Baseado em um mangá por Osora
Número de episódios: ?
Iride Akatsuki desbloqueou conteúdo oculto no jogo que está jogando, “Nakanohito Genome”, e acontece que esse conteúdo é um jogo da vida real! Ele logo acorda e descobre que foi sequestrado e levado para um lugar estranho, junto com vários outros colegas de equipe. Cada um deles é especializado em um determinado tipo de jogo, como jogos de “farm“, jogos de luta, jogos de puzzles, etc. Um “professor” com cabeça de lhama os reúne depois que o nível 1 é liberado para explicar como o jogo vai continuar. Esse grupo de jogadores terá sucesso e retornará às suas vidas reais?

A minha maior surpresa da temporada. E não por ser meu preferido (não é). Mas pelas minhas expectativas foram totalmente subvertidas.

Bom, o que esperar quando se lê uma sinopse que é basicamente “youtubers são presos e forçados a participar de um jogo mortal”? Que a narrativa seja fraca e apelativa para violência, certo? É… pelo menos o começo de NakaGeno (abreviação) não é nada disso.

O anime começa com três “Youtubers” acordando numa floresta e sendo imediatamente perseguidos por um panda gigante. Logo pensei que o foco seria em transformar coisas “fofas” em instrumentos de morte ou terror, mas daí o protagonista simplesmente resolve isso dando um abraço no panda e virando seu amigo. Como assim?!

Éeee. Situações do tipo ocorrem constantemente em NakaGeno. Os jogos “mortais” possuem desfechos estranhamente positivos e o personagem principal não se sente nem um pouco mal com a situação que está, sempre reagindo com curiosidade e felicidade a tudo que vê — para surpresa até de outros personagens do excêntrico elenco de gamers especializados em diversos gêneros de videogame, que percebem o quão estranho é ele estar confortável com tudo.

Não quero spoilar os eventos específicos que acontecem nos dois primeiros episódios, mas duvido que qualquer um poderia imaginar que esse anime teria esse tom descontraído se lesse apenas a sinopse.

O estúdio Silver Link e direção de Oonuma Shin ajudam ainda mais a dar um ar distinto à série. Como outras obras do diretor, NakaGeno possui um belo uso de cores, com algumas cenas específicas recebendo coloração diferente da normal para efeito dramático e uma direção bem dinâmica e animada, no lugar da tensão típica de outros “death game”.

Existem certas pontas que indicam talvez um lado mais sombrio na série, mas por enquanto o que me conquista é justamente o quão maluco e único é. E torço para que o anime se mantenha assim no lugar de cair na mesmice, ou que ao menos saiba como manter um certo equilíbrio entre essas possíveis duas facetas.