Lord El-Melloi II Sei no Jikenbo: Rail Zeppelin Grace Note

Lord El-Melloi II Sei no Jikenbo: Rail Zeppelin Grace Note

Estúdio: TROYCA
Direção: Katou Makoto
Roteiro: Kodachi Ukyou
Baseado em uma light novel por Sanda Makoto (História) e Sakamoto Mineji (Arte)
Número de episódios: 13
Quando Lord El-Melloi II, anteriormente conhecido por Waver Velvet, é convidado a reivindicar sua herança pelo Castelo de Adra, ele viaja para lá com sua aprendiz Gray. Mas eles não são os únicos assim chamados. O testamento do antigo proprietário demanda que os competidores reunidos devem competir em uma disputa intelectual para ganhar a posse.

A mais nova adição à franquia Fate, Lord El-Melloi II foca em Waver Velvet, um dos magos envolvidos na Quarta Guerra Santa, o principal acontecimento em Fate/Zero. Sendo um dos únicos sobreviventes e inspirado pelo legado do seu antigo servo Iskandar, Waver deseja remediar os erros do seu passado, especialmente o que fez com Keyneith El-Melloi, seu antigo professor e adversário durante a guerra – e de quem ele roubou a relíquia para invocar Iskandar.

Mesmo tendo um episódio especial antes da estreia, que serviu como introdução, ainda há um foco muito grande nesse primeiro em estabelecer a transição do Waver que conhecemos em Fate/Zero para a sua versão mais velha e com uma grande responsabilidade nas costas ao herdar o título nobre de seu antigo professor. Para quem é fã do Zero e espera um tipo de sequência, o primeiro funciona melhor. Mas para quem apenas se interessou pela premissa, sem nenhum contato prévio com a franquia, o especial provavelmente é mais recomendável. De qualquer forma, ambos funcionam muito bem dentro das suas propostas e recomendo que busquem assistir o especial para ter uma melhor noção do que esperar da série.

Como alguém saturado pela franquia, mas ainda interessado no universo, Lord El-Melloi surge como algo refrescante, em que vemos como a sociedade mágica se comporta naquele mundo e os conflitos que ela traz além da guerra pelo graal. O Nasuverse também é conhecido por um sistema mágico repleto de mecânicas e tecnicalidades, então é interessante ver aplicações disso em situações diversas.

O nível de produção também está equiparável ao que tivemos em Fate/Zero. Sendo do mesmo diretor de YagaKimi e de um estúdio derivado da ufotable (inclusive fundado pelo diretor de Fate/Zero), que já se provou tão competente quanto, imagino que dê para esperar que isso se carregue por toda a série.

É difícil manter o interesse na franquia Fate quando há tantos saindo em curtos períodos de tempo, mas às vezes surge algo como Lord El-Melloi para reacender a chama e lembrar que a série que ainda tem seu valor.