Kono Yo no Hate de Koi wo Utau Shoujo YU-NO

Kono Yo no Hate de Koi wo Utau Shoujo YU-NO

Estúdio: feel.
Direção: Hirakawa Tetsuo
Roteiro: Tetsuo Hirakawa
Baseado em uma Visual Novel por ELF
Número de episódios: 26
Takuya Arima é um jovem estudante cujo o pai, um historiador que conduziu várias pesquisas, desapareceu recentemente. Durante as férias de verão, Takuya recebe um pacote peculiar de seu pai desaparecido, juntamente com uma carta contendo informações sobre a existência de mundos paralelos. No início, Takuya não leva a sério, mas logo percebe que possui um dispositivo que lhe permite viajar para dimensões alternativas. Ao mesmo tempo, estranhos fenômenos começam a acontecer ao seu redor, e talvez ele tenha a chave para desvendar isso.

Como fazer uma adaptação de uma Visual Novel dos anos 90 não parecer datada hoje? Bem… talvez seja uma lição que YU-NO devesse ter aprendido.

Vindo de uma época em que o mercado ainda era dominado por eroges, YU-NO se consagrou por ter uma história que não só não se limitava a cenas de sexo, mas por ter desenvolvido um sistema complexo em que o jogador precisa desvendar os mistérios do jogo viajando entre dimensões paralelas e tendo que manter o rastreio de suas decisões para progredir.

Mas isso não é algo que se comunica tão bem em um anime que, sem essa mecânica, não parece ter nada chamativo. Além do que, tudo ainda funciona numa lógica que remete a um eroge: protagonista abertamente pervertido e socialmente aceito é rodeado de personagens femininas atraentes que implicam situações românticas ou sexuais com ele. E, novamente, é um jogo dos anos 90. Mesmo que obras assim sejam comuns hoje em dia, o anime ainda parece algo datado, por mais que tente subverter alguns clichês simplesmente sendo ciente deles em piadinhas meta – o que obviamente não funciona quando eles acontecem de qualquer forma.

Claro, já tivemos obras como Steins;Gate para provar que é possível fazer uma adaptação de uma Visual Novel (até mesmo com mecânicas narrativas parecidas) funcionar como anime. Mas aí que tá… já tivemos Steins;Gate, algo que não se força a ter tensão sexual entre todas as personagens femininas; e até tem um protagonista carismático! Além de que, o conceito em si já é algo extremamente manjado no gênero – que, sendo justo, YU-NO foi uma das maiores inspirações.

YU-NO talvez tenha sido revolucionário na sua época, mas ele chegou tarde para a festa. Como anime, não há nada de interessante que ele possa trazer que já não tenhamos visto em animes com personagens e tramas mais interessantes.