Kimetsu no Yaiba

Kimetsu no Yaiba

Estúdio: ufotable
Direção: Sotozaki Haruo
Roteiro: ?
Baseado em um mangá por Gotouge Koyoharu
Número de episódios: 26
Desde os tempos antigos, há rumores de demônios devoradores de homens à espreita na floresta. Por causa disso, os moradores locais nunca se aventuram do lado de fora durante a noite. Diz a lenda que um matador de demônios também perambula pela noite, caçando esses demônios sanguinários.

Desde a morte de seu pai, Tanjirou assumiu a responsabilidade de sustentar sua família. Embora vivam uma vida difícil, eles ainda conseguem sorrir como uma família unida. Mas esse calor efêmero é destruído no dia em que ele encontra sua família assassinada e a único sobrevivente, sua irmã Nezuko, se transformou em um demônio. Para sua surpresa, no entanto, Nezuko ainda mostra sinais de emoção humana…

A mais nova adaptação de um mangá de sucesso da Shounen Jump, Kimetsu no Yaiba tem o bastão passado por Yakusoku no Neverland como o anime mais hypado da temporada (e que talvez não corresponda).

A trama parece típica de shounen: um mundo em que demônios surgem e se alimentam de humanos. Para lidar com esse problema, existem humanos que treinam exclusivamente para caçá-los. E como de praxe, o protagonista tem sua família massacrada por algum demônio. Mas o que talvez crie um diferencial interessante seja o fato de que o protagonista não tenha se deixado consumir pelo ódio e embarcado numa jornada de vingança. Ao invés disso, ele se apega a um último fio de esperança: sua irmã, a única sobrevivente do ataque dos demônios, mas que acabou se tornando um no processo. Agora, ele precisa buscar uma forma de transformá-la em humana novamente, algo que talvez só os próprios demônios tenham conhecimento.

O nível de produção, bem, é ufotable. Embora não tenha sido um episódio com muita ação, já é notável a qualidade típica do estúdio no detalhamento dos backgrounds e no design dos personagens, bem como no uso de um 3DCGI agradável aos olhos que, utilizado ao lado de sequências 2D, dão mais vida a movimentação dos personagens. A compositora Kajiura Yuki também retorna mais uma vez, tendo trabalhado em obras passadas deles como Fate/Zero e Kara no Kyoukai, e com seu estilo característico, promete uma trilha sonora bem memorável.

Por hora, não sinto que tenha muito o que falar. Ainda há muito a ser apresentado sobre aquele mundo e seus personagens. E embora o primeiro episódio não tenha sido algo que me empolgou tanto quanto era de se esperar, foi chamativo o suficiente para me prender para o próximo.