Joshikousei no Mudazukai

Joshikousei no Mudazukai

Estúdio: Passione
Direção: Sanpei Hijiri
Roteiro: Yokotani Masahiro
Baseado em um mangá por Beano
Número de episódios: ?
O dia a dia de três colegiais: Tanaka, apelidada de “idiota” por sempre ir mal em provas; Kikuchi, apelidada de “Ota” por sua obsessão por histórias românticas entre dois homens; e Saginomiya, apelidado de “Robô” por ser muito intelignete, mas sem emoção. Juntamente com um elenco colorido de personagens, as meninas sem esperança vivem dias perdidos da juventude.

Escolhi a imagem mais bonita do episódio para ilustrar esse texto. Aí já fica minha opinião sobre a parte técnica.

Veja bem, para avaliar Joshikousei no Mudazukai, eu preciso saber: o que é Joshikousei no Mudazukai? Qual o objetivo desse anime? O que o autor pensou ao escrever o mangá? O que passa na cabeça dos criadores? É um drama? Um slice of life? Uma paródia? No momento, eu aposto nesse último gênero. Explico o porquê. O nome é um bom indício, traduzido em inglês como “Os Dias Perdidos de uma Garota Colegial”. Não é de hoje que o Japão idealiza meninas em idade escolar. Temos animes como K-On, Slow Start, Kiniro Moisaic, etc, que são completamente sobre como é emocionante a vida de uma garota nos seus últimos anos de escola. Também são elas desejo da maioria dos homens adultos do Japão e aparentemente fora do Japão também (o que é crime, gostaria de lembrar). E o que a protagonista aqui quer dizer é: “Não, ser garota colegial é chato!”, começando pelo fato dela reclamar que por estudar em uma escola só de garotas, ela não vai arranjar um namorado. Aqui o anime implica que, ao contrário do que a maioria das outras obras semelhantes nos quer fazer acreditar, escola só para garotas é chato porque não tem homem, ignorando completamente o fato que isso que torna tais obras objetivamente superiores…

Bom, a próxima “piada” é o professor falando que apesar de seus amigos sentirem inveja por ele dar aula para garotas colegiais, ele prefere mulheres na universidade. Afinal, segundo ele, você não pode nem fazer sexo com uma garota colegial sem correr risco de ir pra cadeia! Aqui imaginei que era uma forma de atirar a realidade na cara do otaku que compra o mangá, o que seria muito bem feito, mas como o professor sugere mudar a lei, pode ser os desejos do próprio autor. O que nesse caso eu acho que seria bom mantê-lo em observação só para garantir.

Logo o anime apresenta personagens que são propriamente nomeadas como “Loli”, “Chuuni”, “Garota Séria”. Isso novamente dá a entender que o anime está parodiando estereótipos de animes e mangás do gênero. O que seria ótimo se as piadas fosse subvertendo esses estereótipos ou zoando-os, mas as piadas são exatamente as mesmas que os outros animes usam! As piadas são tão previsíveis e já foram usadas tantas vezes em outros lugares que você consegue adivinhar antes que aconteçam se já assistiu obras semelhantes o suficiente. O que me faz pensar que talvez eu esteja sendo idiota e isso não é uma paródia de animes com garotas colegiais e sim o autor sendo preguiçoso.

Por fim, eu sempre tento encontrar alguém que seria o público de uma obra. Mas aqui eu realmente me sinto obrigado a dizer: não há ninguém não. Se você quer um anime sobre garotas colegiais, assista os exemplos acima. Se quer uma paródia dos tais, assista Danshi Nichijou ou Asobi Asobase (esse tem até um professor pedófilo para combinar). Joshikousei no Mudazukai é, e me perdoem o trocadilho, uma perda de tempo.

 

***

Já parou pra pensar se as construções gigantescas de situações bizarras em séries como Nichijou terminassem em piadas sem graça? Pois bem, é o caso deste anime.

Um slice of life focado na vida banal de garotas colegiais, JoshiMuda (abreviação oficial) segue uma linha bem clara de humor como disse acima. As personagens são “cínicas” e se encontram em situações fáceis para o espectador se relacionar e depois reagir, com surpresa ou riso, às conclusões. O problema é como o anime falha consistentemente nisso. Gastar mais de dois minutos numa situação só para uma piada sem graça gera a reação inversa, com nenhum esboço de sorriso no meu rosto.

Nem chego a ativamente desgostar do que estou vendo. Até quero gostar. O gênero é divertido e o estilo de comédia que tentam é bem meu estilo… só não funciona mesmo. 

Tirando a performance das seiyuu (Haruka Tomatsu e Aki Toyosaki são dez nisso), nada me agradou muito e conto nos dedos as vezes que ~quase~ ri. Torcendo para uma melhora, ou para que pelo menos não fiquem repetindo a mesma piada mil vezes seguidas como o anime ama fazer, mas sem muita esperança.