Hachigatsu no Cinderella Nine

Hachigatsu no Cinderella Nine

Estúdio: TMS Entertainment
Direção: Kudou Susumu
Roteiro: Tanaka Jin
Baseado em um jogo de celular
Número de episódios: Indeterminado
Tsubasa, a recém-colegial, quer começar um time de baseball feminino na escola Rigahama. Infelizmente para ela, em vez de usar os meios apropriados, ela se deixa levar pelo seu entusiasmo (e talvez as palavras de sua amiga Tomoe) e invade o palco durante a assembleia de apresentação dos clubes para fazer sua apelo por membros. Embora um dos seu professores apoie seus esforços, e apesar de ter conseguido dois membros, elas compraram briga com o conselho estudantil. Isso não vai desanimar Tsubasa, que vai tentar de tudo para realizar seu sonho.

Tem duas rotas que adaptações de jogos de celular podem tomar. A primeira é se preocupar só em juntar um monte de personagens na tela, criando assim um fanservice para fãs do original mas sem muito sucesso em se tornar algo atrativo para um novo público. A segunda forma é se preocupar em contar a história como qualquer anime, tomando tempo para apresentar as personagens e criando uma história coerente e fácil de acompanhar. Essa forma é mais inteligente, considerando que o principal objetivo de uma adaptação deveria ser conquistar um novo público. Felizmente Cinderella Nine segue essa segunda forma.

Não que o primeiro episódio não jogue um monte de personagens na tela, mas o foco é em quatro delas, sendo que a história mesmo é em duas, com as outras meninas sendo as que a protagonista e sua amiga de infância tentam recrutar. A história segue a fórmula já clássica de uma personagem tentando abrir um clube que não existe na escola. Dessa vez o clube é de baseball. E, assim como é esperado, ela tem problemas para juntar membros e conseguir aprovação do conselho estudantil.

Porém, apesar da premissa manjada, o roteiro funciona bem. O primeiro episódio apresenta o dilema de duas personagens e consegue fazer você simpatizar com elas. Além de que as duas acabam criando uma relação de amizade compartilhando suas dificuldades que funciona de forma natural. O preocupante é o número grande de personagens que vemos já na abertura. Com um grupo tão grande, se tivermos somente 12 episódios e o ritmo do primeiro, vai ser difícil chegar a qualquer lugar.

A animação não é muito boa, mas a direção consegue disfarçar, inclusive conseguindo colocar algumas cenas bem dinâmicas que fluem bem. Além do colorido do anime ser agradável o suficiente. O design das personagens, curiosamente, lembra o de Love Live, o que deve ser o maior motivo das comparações. Para alguém sem o mínimo interesse em baseball, o primeiro episódio conseguiu prender minha atenção.

Outro ponto positivo que dá para destacar é que o anime eliminou o protagonista masculino que o original tem, pelo menos por agora. Isso é sempre uma escolha elogiável.

***

Serei breve em relação à Cinderella Nine: mais uma adaptação de um jogo de celular, dessa vez, a história segue a criação de um clube de baseball em uma escola que ainda não possui um. É isso, simples e direto. 🙂

Bom, esse primeiro episódio te apresenta às primeiras meninas que entram para o clube e aproveita pra te dar um gostinho do clima em campo, mesmo que seja apenas se divertindo com crianças. Bem como a situação da qualidade de animação que, por sua vez, é bastante mediana, mas que oferece belos planos de fundo e character design cativante em troca.

Para dar uma situada, me lembrou um pouco um anime lançado ano passado na temporada de verão, Harukana Receive. Apesar do clima e esporte diferente (e o fato de que o último entrega uma quantidade justa de fanservice de natureza sexual), ele também possui as mesmas qualidades e foi um dos últimos animes focados em esportes com elenco exclusivamente feminino que vi e acabei com uma experiência positiva.

Pode ser que Cinderella Nine ofereça bons momentos nesta temporada de primavera. Afinal, baseball é bem divertido e garotas fofinhas jogando e aprendendo é mais ainda.

Deu pra ver que a palavra é diversão, rs.