Gunjou no Magmel

Gunjou no Magmel

Estúdio: Pierrot Plus
Direção: Date Hayato
Roteiro: Mikasano Chuuji
Baseado em um manhua por Di Nian Miao
Número de episódios: Indeterminado
Um dia, no meio do oceano Pacífico, um milagre aconteceu: um novo continente apareceu do nada! O novo continente é o lar de novas e misteriosas plantas, criaturas e minerais!

A humanidade está excitada com a volta da era da exploração.

A China é um mercado forte hoje para animes, com empresas chinesas participando do comitê de produção de alguns, uma plataforma popular de upload de vídeos como o Bilibili oferecendo serviço de streaming, e até possuem suas próprias produções. E agora temos a primeira adaptação de um manhua (o equivalente a um mangá chinês) adaptado por um estúdio japonês. O resultado é… err… Tudo que já vimos antes?

Gunjou no Magmel usa da premissa que, por mais batida que seja, ainda é chamativa o suficiente: um novo continente, conhecido como Magmel, surgiu do nada, criando uma nova era de descobertas e explorações. Claro que com isso veio o preço de muitas mortes de aventureiros despreparados, que descobriram tarde o quão hostil era aquela região, e logo se estabeleceu a necessidade de ter uma licença especial para ser qualificado para explorar a região. O protagonista, por outro lado, trabalha resgatando aqueles que estão presos em Magmel e não precisa de nenhum tipo de licença.

Talvez a forma mais fácil de definir a obra seja como uma mistura de Hunter x Hunter e Made in Abyss. Temos uma área não explorada cheia de mistérios e maravilhas, mas que possui uma fauna e flora totalmente alienígena e predatória ao ser humano, assim como a ideia de que viver por muito tempo lá os leva a uma deterioração mental que eventualmente os corrompe. Só que talvez essa comparação crie uma expectativa alta demais para uma obra que não executa isso tão bem, que simplesmente nos joga nesse mundo sem uma construção interessante ou propriamente explicando seus conceitos. Que tal se Made in Abyss começasse com a Riko já explorando o Abismo e sem quase nenhuma explicação sobre os Apitos? Pois é.

A animação também é extremamente medíocre, que, novamente, talvez chegue realmente a ser um insulto ter feito uma comparação com as obras citadas. Já sabemos como a Pierrot (nesse caso, seu segundo estúdio, Plus) geralmente opera com adaptações de shounen, então também não é uma grande surpresa.

Talvez agrade aqueles que têm carência por títulos assim, mas não estou confiante de que saiba o que faz os títulos que usou de inspiração serem tão interessantes.