Araburu Kisetsu no Otome-domo yo.

Araburu Kisetsu no Otome-domo yo.

Estúdio: Lay-duce
Direção: Andou Masahiro, Tsukada Takurou
Roteiro: Okada Mari
Baseado em um mangá por Okada Mari (História) e Emoto Nao (Arte)
Número de episódios: 12
O grupo de meninas do clube de literatura fazem um pequeno quebra-gelo para se conhecerem: “O que você quer fazer antes de morrer?” Uma das garotas diz: “Sexo”. Mal sabem elas o turbilhão que essas palavras desencadeariam na vida de cada uma delas.

Como não amar a Okada Mari, com seus melodramas adolescentes nada sutis e sua incapacidade de desenvolver histórias com personagens femininas sem envolver algum elemento sexual duvidoso. Mas que tal fazer uma história em que isso seja o foco?

Baseado em um mangá de sua autoria, Araburu Kisetsu no Otome-domo yo. foca num grupo de adolescentes deslocadas de seus colegas de classe, que se reúnem em um clube literário para discutir obras. Tendo contanto com histórias mais maduras, o elemento sexual sempre acaba gerando sentimentos conflitosos em cada uma delas. Para algumas, é algo repulsivo, que tem espaço apenas no campo literário; enquanto outras acham que é um prazer necessário de se ter em vida.

A dinâmica do anime parece se focar em como cada uma delas se relaciona com sexo. Não tendo como escapar da curiosidade numa fase em que os hormônios ditam muito da forma como agem, as meninas partem em jornadas individuais (algumas acidentalmente e com relutância) em que serão confrontadas sobre como devem lidar com ele, destruindo no processo a inocência que tanto prezam  – e que socialmente é esperado delas. Isso gera situações um tanto cômicas e alegorias um tanto inusitadas, mas que com certeza deve levar a eventuais dramas.

É difícil colocar a mão no fogo por Araoto (a abreviação hashtag do anime). Por um lado, talvez seja uma divertida comédia raunchy, com uma direção competente que consegue carregar bem as piadas, ao mesmo tempo que levanta uma discussão interessante sobre a forma intrusiva que sexo tem na vida de um adolescente. Por outro, é a Okada Mari. Sendo do mesmo diretor, talvez seja possível até traçar paralelo com Hanasaku Iroha, que sabia dosar os seus dramas com rotinas cômicas, mas que eventualmente perde o charme ao se afundar nos piores elementos da Okada.

Okada Mari talvez seja uma roteirista que tenha seu valor no que se propõe a tratar em suas obras, mas que também parece muito limitada ao se prender nos seus métodos de caracterização e drama. Sua visão talvez se perca dependendo da sua posição na produção, mas Maquia já demonstrou que mesmo sua obra mais autoral pode ser repleta de falhas. Por hora, sinto curiosidade em querer continuar, mas não será nenhuma surpresa caso a obra me perca em algum momento.