PREVIEW IN A BOX: TEMPORADA DE INVERNO 2019

PREVIEW IN A BOX: TEMPORADA DE INVERNO 2019

O ano começou, nova temporada, novos animes, novas polêmicas. Lembram do Tatsuki, aquele diretor não tão conhecido que adaptou um jogo também desconhecido na época chamado Kemono Friends, mas que se tornou o hit mais improvável da indústria? Ele voltou, assim como Kemono Friends na sua segunda temporada, mas não juntos como todos esperavam. Isso deixou alguns fãs um pouco irritados, mas felizmente Kemurikusa, seu novo anime, vai provar que ele é um diretor talentoso e competente e que merece ser reconhecido… certo? Err..

Mas também temos um novo revival, a nova tendência, que está humilhando seu mangá de tão superior, segundo alguns digital influencers. Afinal, arte é algo extremamente objetiva. Tem também um tal de Yakusoku no Neverland, novo hit da Jump, que você provavelmente já deve conhecer de páginas de meme de Facebook que montam tirinhas com diálogos totalmente sem graça. Tem também outros animes aí, então confere aí nosso preview!

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Índice:

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Dororo

Estúdio: Tezuka ProductionsMAPPA
Direção: Furuhashi Kazuhiro
Roteiro: Kobayashi Yasuko
Baseado em um mangá por Tezuka Osamu
Número de episódios: Indeterminado
Um senhor feudal fez um contrato e entregou os órgãos de seu filho recém-nascido para doze demônios em troca de prosperidade nas suas terras. Entretanto, o menino conseguiu sobreviver, e foi equipado com próteses primitivas e letais que o ajudarão em seu novo objetivo. Em suas viagens, o garoto encontra um órfão que afirma ser o maior ladrão do Japão, e se unem para caçar e recuperar as suas partes roubadas dos demônios; antes de finalmente ter o confronto com seu pai.

AKA.: melhor estreia da temporada entre os animes que separei pra acompanhar.

Dororo é um clássico do Tezuka que já teve algumas adaptações em anime e em live action. Voltando mais uma vez à TV, agora nas mãos do competente estúdio MAPPA, é mais um daqueles animes anunciados como uma tentativa de trazer de volta grandes sucessos do passado (Banana Fish, Karakuri Circus e alguns outros fazem parte dessa lista) e, bom, foi uma estreia bastante excitante. Gosto muito de como o início é cheio de mistérios, mas sem dar a impressão de que informações estão sendo escondidas do espectador.

Os episódios que vi até aqui têm a dose perfeita de ação e slice of life e, apesar de Hyakkimaru se encontrar com um demônio por episódio, não se sente a necessidade por parte da produção de que as coisas sejam apressadas, nem o enredo parece ter sido “recortado” a fim de encaixar a história em um tempo limite (novamente, Karakuri Circus).

Mais uma produção do Tezuka Productions em parceria com MAPPA, como já fizeram antes com Sakamichi no Apollon, então nem preciso dizer o que esperar visualmente da obra.

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Não é minha primeira experiência com a história de Dororo. Anos atrás peguei por acaso para ver durante uma viagem sem nem saber da onde a história se originava. Na época gostei muito, mas minha descrença por histórias de ação me tiravam o otimismo de continuar gostando nessa animação. Devia confiar mais no meu eu passado.

Dororo acerta no que grande parte dos animes de ação esquecem de trabalhar: há emoção. A história de um garoto tentando recuperar o corpo que o pai vendeu para demônios parece muito mais um drama do que uma aventura. E considerando que a abertura já dá pistas que o confronto com sua família é a jornada final, esse drama vai ser o foco até o fim.

E, apesar de a parte que eu mais elogio não ser a ação, essa também é muito bem animada. Mas isso era o esperado pelo estúdio Mappa.

Destaque para a ótima abertura do anime.

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Quando o novo encontra o clássico e o renova com respeito. Dororo é a mais nova adaptação de uma das obras mais famosas do deus do mangá, Osamu Tezuka, agora pelo renomado estúdio Mappa. Conta a história de um bebê que é abandonado e tem as partes de seu corpo vendidas a demônios por seu pai, um lorde em busca de mais poder, e que crescido agora precisa derrotar esses monstros para recuperar sua forma original.

Com os nomes atrelados ao projeto, havia-se uma certa expectativa em relação a como adaptariam a obra para um formato moderno e, ao menos neste começo, o estúdio Mappa conseguiu executar muito bem essa tarefa, mantendo as mensagens e conceitos centrais do mangá de Tezuka, mas reimaginando certos personagens e histórias, dando ainda mais profundidade ao roteiro.

A produção é de excelente qualidade. Temos cenas dinâmicas com bom movimento e interessantes composições, com uma direção que às vezes parece cinematográfica (relembrando filmes clássicos de samurai), mas que não tem medo de se adaptar/mudar de acordo com o roteiro, como acontece no terceiro episódio.

Uma das estreias mais fortes desse ano, Dororo só precisa manter essa qualidade consistentemente para se firmar como uma das melhores séries do ano.

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Endro~!

Estúdio: Studio Gokumi
Direção: Kaori
Roteiro: Aoshima Takashi
Anime original
Número de episódios: 12
Naral Island é um continente com espadas e magia em que humanos e monstros coexistem. Nos tempos antigos, o herói da primeira geração derrotou o Rei Demônio. Ao longo das muitas sucessivas gerações desde então, o Rei Demônio ressuscitou, e o herói que se opõe a ele reapareceu igualmente. Por isso, foi criada uma escola para aventureiros com o propósito de treiná-los para combater o Rei Demônio no seu eventual retorno.

Um grupo de meninas com personalidade distintas frequentam essa escola, mas se preocupam apenas em viver suas vidas descontraídas, sem nenhuma pressa para cumprir esse objetivo.

Na temporada passada, Namori fez os design para um anime sobre espiãs fofas. Agora nós temos um anime sobre heroinas de RPG fofas com design por ela também. Endro é basicamente outra paródia de RPG que zoa elementos de jogos como Dragon Quest e Final Fantasy. Animado pelo estúdio Gokumi, que muitas vezes consegue fazer uma animação carismática, apesar de inconsistente.

Não há muito a falar sobre Endro fora o fato que é divertido. Não é a melhor comédia da temporada, mas funciona.

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Endro é um anime sobre as lendárias heroínas que derrotaram o rei demônio e salvaram o reino! Fim.

Ok, não. Endro é um anime sobre a vida cotidiana das heroínas que um dia derrotarão o rei demônio e salvarão o reino.

Basicamente um slice of life num mundo medieval que cobre as desventuras de quatro garotas destinadas a serem a “party” principal de uma história muito similar a jogos RPG japoneses, mais especificamente baseado em Dragon Quest.

Endro usa designs de Namori, autora do mangá Yuru Yuri, e essa escolha por parte do estúdio faz sentido considerando a natureza leve da história e o humor com tom similar, focando-se bastante na natureza descontraída das personagens.

O cenário medieval/game faz de Endro único em relação a outras obras do gênero, com situações divertidas e várias piadas referentes aos jogos que parodia. Série original do estúdio Gokumi, é um prato cheio para fãs tanto de outros slice of life, quanto para fãs de RPG clássicos. Sério, é Yuru Yuri x Dragon Quest!.

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Egao no Daika

Estúdio: Tatsunoko Production
Direção: Suzuki Toshimasa
Roteiro: Inotsume Shinichi
Anime original
Número de episódios: 12
Em um planeta distante da Terra, há um reino repleto de rostos sorridentes. Princesa Yuuki tem 12 anos e está prestes a entrar em uma idade delicada na vida de uma pessoa. Todos os dias, chora, ri e às vezes seu coração bate mais forte com excitação. Tudo enquanto vive alegremente no palácio real.

Preenchendo seus dias estão seus vassalos reais: suas tutora Reira, Izana que lhe dá assistência em assuntos políticos, o líder da cavalaria, Harold… e então há seu amigo de infância e ajudante, Joshua.

Egao no Daika é uma produção criada em comemoração ao 55º aniversário do estúdio Tatsunoko Production.

Não é uma premissa muito original ou inovadora, que dá pra resumir em “jovens em robôs lutando contra o destino” também. Mas aqui há uma adição mais interessante: a obra parece querer discutir sobre a causa e consequências das guerras para um povo com uma visão triste, mas esperançosa (eventualmente).

Posso dizer que inicialmente segue por caminhos bastante satisfatórios (se você passou do episódio 1 vai entender) e apesar da animação inconsistente, com personagens desfigurados de plano de fundo e uma equipe de arte que simplesmente não consegue desenhar o rosto de Gail Owens, ainda é um anime que conseguiu me manter bem interessado no que pode estar por vir nos próximos episódios.

Bom uso de 3DCGI, ao menos para mim.

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Animes originais costumam chamar atenção pelo fato de que há a possibilidade de criar algo totalmente diferente do padrão, visto que existe uma ambição maior, tanto pelo comitê quanto pelo estúdio. Quando se trata de um anime feito em comemoração, então, existe algo realmente promissor. Mesmo assim, Egao no Daika não parece ter interessado o público geral, que parece ter uma repulsa muito grande por mechas. E talvez porque a Tatsunoko não seja um estúdio muito relevante hoje em dia e desconhecido por muitos.

Dito isto, Egao no Daika não me passa nenhum tipo de ambição até agora, com uma premissa bem padrão para os animes mecha que saíram nos últimos anos, personagens clichês e batalhas que não empolgam de tão simplórias. E a animação também não tem nada de especial.

Talvez um dos problemas com mecha é que ele seja muito cômodo com a fórmula e viva numa zona de conforto. Considerando legado da franquia Gundam, imagino que muitos achem que tentar algo parecido já é ambicioso o suficiente pra chamar atenção – o que, ironicamente, é o mesmo problema que Gundam tem hoje em dia. É preciso avançar além de conflitos simplórios entre duas nações ou entender melhor o que faz essa premissa funcionar bem. Mas sinto que Egao no Daika não tem muito potencial pra isso.

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O interessante em animes de mecha é quando, ao invés de focar em batalhas e rule of cool, focam em guerras e suas consequências. Egao no Daika parece seguir essa ideia, principalmente considerando o segundo episódio, que trabalha todo clichê de anime de herói e subverte no último momento (sem spoilers mais especificas).

Até agora o anime foca nos “horrores das guerras”, e considerando que a protagonista não luta, é provável que continue assim. O drama também vai nesse sentido, e até o momento não parece vilanificar nem transformar qualquer lado em herói. A ideia é que guerra algumas vezes acontece mesmo que ninguém queira.

Não há muitos elogios a se fazer para a animação. Acho o CG decente, mas o resto não funciona tão bem sempre, apesar de alguns shots bonitos.

Se continuar no estilo usado até então, pode ser uma daqueles animes da temporada que se torna muito bom, mas ninguém assistiu.

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Minha maior surpresa da temporada.

Egao no Daika é um anime “real robot” (similar a Gundam) do clássico estúdio Tatsunoko. Uma nova série original sobre um futuro no qual a humanidade colonizou, por necessidade, um novo planeta e se dividiu em duas grandes nações, mas que estão ambas em decadência e acabam num conflito por recursos.

O anime faz questão de dizer ao espectador que pretende fugir de alguns dos elementos comuns do gênero. É difícil de explicar exatamente como fazem isso, mas é um tanto meta e que realmente faz questão de mostrar como uma guerra realmente é fria e heróis de outras séries similares não se dariam bem num contexto mais realista.

Embora esse choque seja algo grande, as qualidades de Egao no Daika não estão só aí. A série humaniza personagens dos dois lados do conflito, mas não tenta justificar todas suas ações — existe um conflito interno entre o que fazem e suas morais como ser humano. Raramente isso é feito bem, com muitos animes caindo em personagens e histórias muito caricatos, então é um alívio ver uma série que consegue criar situações interessantes com dramatização no ponto certo.

Egao no Daika não é dos anime mais bem animados, algumas cenas são estranhas e há uma certa inconsistência geral nesse aspecto, mas ao menos o CG para as partes com os mecha é decente e as operações são mais focadas em estratégia que ação em si.

Talvez meu preferido da temporada até então, Egao no Daika foge por enquanto dos meus problemas às séries modernas de Gundam. As protagonistas Yuki e Stella são diferentes dos genéricos heróis pilotos/estrategistas perfeitos, os dois países são caracterizados de maneiras distintas e interessantes, ninguém sai sozinho num mecha derrotando duzentos inimigos, etc. É uma série que vai às raízes dos clássicos do gênero “real robot” e faz algo novo e interessante.

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Kemurikusa

Estúdio: Yaoyorozu
Direção: Tatsuki
Roteiro: Tatsuki
Anime original
Número de episódios: Indeterminado
Segue a história de um grupo de garotas que lutam contra entidades estranhas conhecidas como “mushi” e tentam sobreviver em um mundo coberto por um nevoeiro vermelho.

 

O novo projeto de Tatsuki, o diretor da primeira temporada de Kemono Friends, e dá para ver claramente que alguns pontos fortes de sua obra anterior seguem em seu novo projeto: uma construção interessante de um mundo único, atmosfera de mistério, bom uso dos cenários.

No entanto, Kemurikusa possui um grande problema… Wakaba. É, ele é um personagem divisivo e controverso. Alguns dizem ele ser “igual” a Kaban, a protagonista de Kemono Friends, mas discordo. Wakaba é um elemento estranho no show, pois basicamente existe como um “self-insert” na história, reagindo a tudo de forma exagerada e sendo o único personagem da história sem saber nada daquele mundo e do passado das demais protagonistas.

Wakaba parece não combinar com o tom do resto do anime. Ele fala muito, é extremamente altruísta de forma não natural e seu “desenvolvimento” com Rin está sendo muito apressado.

Minha impressão inicial de Kemurikusa é que parece uma daquelas histórias no qual uma pessoa acaba sendo sugada para dentro do mundo de um livro ou filme famoso. Tem algo de bom ali, mas que o anime faz questão de esconder por trás de incessantes monólogos do personagem mais desconectado daquele mundo.

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Kemurikusa é a adaptação de TV de um ONA original, lançado por Tatsuki entre 2010 e 2012 na internet, que ficou popular após o surpreendente sucesso de Kemono Friends.

Bom, há todo um plano de fundo sobre a rivalidade velada que surgiu entre Kemurikusa e a segunda temporada de Kemono Friends por parte dos fãs, mas isso é história para outro momento. Só achei que deveria citar isso aqui pelo fato de ter sido o motivo inicial da minha decisão de dar uma checada nesse anime. Queria saber os motivos do diretor ter conseguido uma fanbase tão barulhenta e entender o quão bom ele é pra cativar tanta gente com aparentes obras low-budget.

Encontrei os motivos? Não encontrei. Digamos que Kemurikusa não é um anime que se adeque aos meus gostos, e já começa com um clichê que não suporto, que é a tentativa de “enganar” o espectador através de algum drama que não é tão profundo quanto mostrado. Repetido até a exaustão principalmente em battle shounen, que é a morte de um personagem que não morreu necessariamente. Isso já foi o bastante pra me dar uma primeira má impressão.

O elenco já é apresentado todo logo no início da história e, bom, nenhum deles é interessante o suficiente para suportar a trama. Tratam-se de estereótipos irritantes: menina com orelhas de gato que termina toda sentença com “nyan”, criança energética irritante, tsundere com impulsos violentos. Wakaba, o self insertgaroto do grupo é o pior, me sinto até um pouco mal pelo seiyuu, pois ele foi muito mal dirigido nessa obra. Aliás, tive a impressão de que as artes iniciais do anime parecem tentar iludir o espectador e fazê-lo acreditar que se trata de um anime com elenco exclusivamente feminino, pois talvez já soubessem de antemão que adicionar um personagem do sexo masculino resultaria em reclamações por parte de alguns fãs — ainda mais um personagem tão irritante quanto o choroso Wakaba. Queria dizer que não foi o que aconteceu, mas foi o que aconteceu.

A animação não ser um ponto forte da obra já não era surpresa, pois talvez esse seja um dos grandes charmes nas obras do diretor. Não sei dizer, mas não vou negar que isso faz com que seja mais difícil de ver o anime.

Não ter visto Kemono Friends no fim das contas é benéfico pra mim, pois não terei com o que comparar Kemurikusa, que por sua vez pode surpreender com o mundo pós-apocalíptico envolvido em trevas que mostrou até agora. Por outro lado, sua narrativa por enquanto também não oferece nada de interessante ou especial. Ainda sim ficarei de olho mantendo minha expectativas bem baixas.

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Revisions

Estúdio: Shirogumi
Direção: Taniguchi Gorou
Roteiro: Fukami Makoto
Anime original
Número de episódios: 12
Daisuke Toujima é um colegial que foi sequestrado quando criança. Anos depois, ao lado de seus amigos de infância, ele é abduzido  por um estranho fenômeno conhecido como “Shibuya Drift” e mandado 300 anos futuro. O que eles encontraram lá é uma floresta selvagem tomando as ruínas da cidade, com monstros mecânicos conhecidos como “Revisions” os atacando. Nesse momento, surge uma garota com o mesmo nome da pessoa que o salvou quando criança, e lhes fornece robôs conhecidos como “String Puppet” para se defenderem e, eventualmente, salvarem Shibuya.

 

Revisions é mais um “Netflix Original” e de início eu nem pretendia tentar ver o anime. Os motivos: 3DCGI não me agrada geralmente, o elenco adolescente pelo poster parecia ser apenas um amontoado de estereótipos; e ser um “Netflix Original”, o que já é uma imensa “red flag”, infelizmente… Mas, ei! Nunca julgue um livro pela capa, não é o que dizem?

Na verdade não consigo dizer se fiquei desapontado de verdade por encontrar justamente o que esperava encontrar nesse show. Talvez deva-se ao fato de ter conseguido ir apenas até o episódio 3 e isso me tira qualquer tipo de autoridade para falar sobre a obra como um todo. O fato é que não precisei de muito para descobrir o que estava nas entrelinhas da síndrome de super-herói de Daisuke, do encontro predestinado com Milo, dos diálogos de viés ditatorial e violento de personagens menores da trama que eram autoridades em Shibuya, etc…

A minha maior surpresa mesmo é que os amigos de Daisuke definitivamente não são um amontoado de estereótipos ambulantes, eles conseguem ser menos que isso! Falta-lhes uma personalidade e nem mesmo sua aparência consegue lhes dar nenhum atrativo e provavelmente esse seja o motivo da minha desistência. Personagens e seu desenvolvimento sempre terão um grande peso no meu investimento na hora de ver ou ler alguma obra e, quando há uma carência disso, dificilmente consegue me agradar de algo. Até mesmo li algumas reações na internet sobre os outros episódios do anime na esperança de haver alguma mudança e eu estar perdendo algo, mas parece que não é o caso aqui.

Já a animação em 3DCGI é o padrão que esperava, por outro lado. Enquanto não é uma produção visual feia — afinal de contas o ambiente de fundo é deslumbrante, como visto com mais detalhes no encerramento em cada episódio — o estilo escolhido é responsável pela movimentação robótica dos personagens que sempre me incomoda em obras do tipo.

Bom, eu não recomendaria o anime, mas talvez haja muita gente que se agrade de uma história sobre jovens escolhidos que se juntam para lutar em robôs contra o destino; o anime definitivamente não parece ir muito mais longe que isso.

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Estúdio: CloverWorks
Direção: Kanbe Mamoru
Roteiro: Oono Toshiya
Baseado em um mangá por Shirai Kaiu
Número de episódios: Indeterminado
No orfanato Grace Field, a vida não poderia ser melhor para os órfãos. Embora eles não tenham pais, as crianças vivem felizes em conjunto, com uma “mãe” que cuida deles, e formam uma grande família feliz. Nenhuma criança é negligenciada, pois todas são adotadas quando alcançam seus 12 anos. Há apenas uma regra que eles devem obedecer: não deixar o orfanato. Mas um dia, dois órfãos, Emma e Norman, se aventuram pelo portão e descobrem a terrível realidade por trás de suas existências naquele local…

 

Neverland é uma adaptação que estava sendo pedida há um bom tempo aqui do lado ocidental e então 2019 finalmente chegou trazendo o que todos aguardavam.

Não sinto que tenha muito a falar sobre o anime, sendo bem sincero, o que é uma pena. Mas sinto que devo dizer isso: das obras que o estúdio CloverWorks produziu até hoje, Neverland é sem dúvidas sua melhor estreia. Não apenas pela obra original em si parecer ser muito interessante (não sou familiarizado com o mangá, no entanto), mas pelo valor técnico de produção mesmo. Inegavelmente será um dos destaques do ano de 2019.

O episódio 1 do show já dá o clima tenso necessário ao espectador para que possa imergir no mundo onde as crianças vivem, acho que o divertido disso tudo é ter tanta informação sobre ele quanto as crianças, ou seja, quase nenhuma.

O contraste entre a atmosfera familiar da vida delas e a sensação de liberdade que os campos verdes que são cenário diário da rotina delas com o horror que Emma e Norman acabam por descobrir por trás dos grandes muros do lugar aliados ao plot twist inicial podem causar choque, porém uma boa primeira impressão ao público. Shock value usado na medida certa, sem tentar ser desnecessariamente violento.

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Eu sempre fui um pouco cético com Yakusoku no Neverland. A premissa me parece muito mais algo que você veria num conto, com a descoberta do primeiro episódio sendo a grande reviravolta do final. Afinal, como se desenvolve uma história em que um grupo de crianças descobre que são apenas mercadoria num mundo supostamente dominado por monstros?

Bom, é um mangá da Shounen Jump ainda, o maior empoderamento de adolescentes. É óbvio que eles vão ter o intelecto e a capacidade física (além de conveniências de roteiro) para conseguirem sair daquela situação. Mas os personagens terem esse tipo de “vantagem”, embora não seja algo tão crível, não chega a ser exatamente um problema. Por mais artificial que seja em alguns momentos, o planejamento da fuga e a batalha de intelecto com a Mãe consegue manter um suspense e tensão empolgante ao sempre adicionar novos fatores e deixar a situação deles cada vez mais desesperadora.

Como uma surpresa pra mim, a direção também é bem competente, tomando várias liberdades para deixar as cenas mais dinâmicas e visualmente interessantes. Talvez não agrade fãs mais puristas do mangá, com algumas cenas sendo modificadas ou cortadas, mas não sinto que vá incomodar quem apenas acompanha pelo anime. Ou bem, quem acompanha o mangá e encara o anime como um complemento.

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Tenho um certo preconceito com mangás da Shounen Jump, então sempre considero se devo ver seus animes. Mesmo quando a premissa é diferente, o que é o caso aqui, mangás Jump costumam seguir um padrão.

Neverland segue um estilo mais parecido com Death Note, e até o momento possui os mesmos problemas também. O anime segue uma batalha intelectual entre os protagonistas e a vilã, mas ao invés de tentar mostrar os protagonistas chegando a respostas de uma forma realista, eles praticamente adivinham tudo. E todo movimento certo deles é explicado só com “eles são inteligente.” Algo que também me incomoda é como a vilã possui um artifício que teoricamente deixaria ela praticamente invencível, mas ela não parece usar como deveria sem motivo algum.

Ao menos Neverland cuida mais do lado dramático do que Death Note fazia, mas ainda um tanto forçado nesse sentido. Como se fizessem tudo possível para fazer a tragédia ainda maior aos olhos de quem assiste.

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Boogiepop wa Warawanai

Estúdio: Madhouse
Direção: Natsume Shingo
Roteiro: Suzuki Tomohiro
Baseado em uma série de light novels por  Kadono Kouhei
Número de episódios: 18
Existe uma lenda urbana que fala de um deus da morte que pode libertar as pessoas da dor que as causa sofrimento. Esse “Anjo da Morte” tem um nome – Boogiepop. E as lendas são verdadeiras. Quando inesperados desaparecimentos de meninas começam a acontecer na escola Shinyou, ninguém parece levar muito a sério, crendo ser apenas alunas irresponsáveis que desistiram da vida escolar. Mas talvez tenha algo mais sombrio por trás. E talvez o Boogiepop saiba a resposta.

Boogiepop já recebeu no passado uma adaptação para a TV subtitulada “Boogiepop Phantom” e foi transmitida na temporada de inverno de 2000. Trata-se de uma história original, então tecnicamente os acontecimentos desta se passam após a versão de 2019.

Como a sinopse já deixa subentendido, trata-se de uma história de terror e logo de início o que me desagrada na série é a inerente misantropia que abre os portões desse universo para o espectador, através da apatia demonstrada pelos transeuntes nas ruas da cidade em que a trama se passa, alheios ao sofrimento de um homem que rasteja em meio à multidão. Mas esse não é objetivamente um defeito da série, apenas uma decisão artística, acima de tudo, é apenas algo que eu gostaria mais em meados dos anos 2000, quando ainda era trend.

Outra decisão artística é o formato usado na narrativa da trama. Decidiram por não seguir uma estrutura mais retilínea e, ao invés disso, somos levados ao futuro e ao passado repetidamente do modo mais conveniente para o diretor. Enquanto a inicial simplicidade da obra permite entendê-la sem grandes confusões, essa decisão me parece mais uma tentativa de dar complexidade a algo que não a possui, portanto, desnecessária e incômoda.

Em termos de animação e arte, acho que a série está no nível do que é decente e lançado hoje em dia. Há um momento de ação deveras interessante no episódio dois. Minha dificuldade nesse aspecto é não ser capaz de identificar os personagens muito bem ainda, mesmo que já esteja na altura do episódio 3 enquanto escrevo isso.

Por não ter lido a light novel de origem do anime não posso dizer se esta é uma boa adaptação ou não, mas por agora, ainda tem muito o que mostrar para me interessar.

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Boogiepop é uma daquelas séries clássicas que nunca vi, então quando fui assistir à nova série, não sabia exatamente o que esperar. Sendo o novo anime uma adaptação dos livros originais, enquanto o antigo era uma história original, é possível assisti-lo sem se preocupar com a adaptação anterior.

Boogiepop me lembra um estilo de anime que era muito comum anos atrás. Se usasse algo para comparar, seria Kara no Kyoukai. E possui exatamente os mesmos problemas. Histórias completamente cínicas podem ser interessantes, desde que se tome cuidado ao trabalhá-las. É um problema, porém, como ocorre em Boogiepop, quando a vida se torna facilmente descartável e personagens são mortos facilmente somente para aumentar essa sensação. Junta o fato que os arcos parecem ligados e nós temos uma cidade cheia de carnificina que não convence muito.

Também me incomoda como os personagens são difíceis de diferenciar, tendo visuais parecidos e personalidade pouco marcantes. São também difíceis de simpatizar por sua personalidade básica. Além de como a história se constrói como mais pretensiosa do que o plot seja. Podemos ter a história de um alien atacando pessoas, mas o anime constrói como se fosse algo super profundo. Os diálogos demonstram uma profundidade que não pertence à obra.

Dito isso, para quem gosta do estilo, talvez Boogiepop seja um anime que agradará. Além de que, como se trata de arcos, e podemos supor que o autor foi evoluindo com o tempo, e talvez teremos histórias mais diferentes para frente.

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Rinshi!! Ekoda-chan

Estúdio: DLE
Direção: Lista de diretores
Roteiro: #
Baseado em um mangá por Takinami Yukari
Número de episódios: 12
Baseado num 4-koma, Ekoda-chan narra a vida noturna da autora como acompanhante de bar e seus relacionamentos.

Numa temporada que parecer impor o questionamento “quantos formatos um anime pode ter”, Ekoda-chan traz algo interessante ao distinguir cada um dos seus 12 episódios com um diretor diferente, bem como a dubladora da protagonista. Cada um deles traz a sua própria visão de como a obra pode ser adaptada e que, mais interessante ainda, discuti ao lado do produtor e da dubladora do seu episódio essas questões – bem como os temas do mangá original.

O único problema é que o anime é um curta de 3 minutos e tem uma animação bem limitada, então não dá pra explorar ao máximo o estilo de cada diretor. Ainda sim, é uma experiência interessante para quem tem interesse nesse backstage da produção criativa de um anime.

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Circlet Princess

Estúdio: Silver Link.
Direção: Tachibana Hideki
Roteiro: Nachi Kio
Baseado em um jogo de celular por DMM.com
Número de episódios: 12
A vida das pessoas mudou devido a realidade virtual e aumentada, e um esporte competitivo chamado CB (Circlet Bout) nasceu dessa tecnologia. CB é disputado entre duas escolas e se tornou um e-sport que decide a renda das escolas. Dessa forma, isso se tornou uma necessidade de prestígio na escola, que depende não apenas das habilidades acadêmicas dos alunos, mas também dos dados baseados nas habilidades esportivas.

Anime baseado num jogo de browser sobre garotas lutando em arenas “virtuais” (mais para AR que VR).

Bom, não há muito o que falar sobre a história. Ela basicamente segue um roteiro simples sobre uma garota do campo visitando uma cidade grande e ficando impressionada com esse esporte futurista, então decidindo um dia lutar novamente contra a campeã que enfrentou numa batalha de exibição.

Circlet Princess tem um dinamismo interessante durante as lutas, mas as armas não parecem ser usadas de forma muito criativa por enquanto. Espero que a Silver Link, estúdio responsável, foque mais nisso.

Fora disso, é bem um anime de esporte comum. Formação do clube com resistência do conselho estudantil, personagens sendo apresentadas aos pouco, etc. O maior problema por enquanto, fora a falta de originalidade, é a AI chata que fica gritando com as personagens e não adiciona quase nada à história.

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Pastel Memories

Estúdio: Project No.9
Direção: Shinozaki Yasuyuki
Roteiro: Tamai Tsuyoshi
Baseado em um jogo de celular por FuRyu
Número de episódios: 12
A história se passa em Akihabara, em um futuro no qual a cultura otaku chegou a seu declínio. O grupo de protagonistas decidem se tornar heroínas e começam a ajudar as pessoas a recuperarem suas memórias como otakus de volta.

Kingdom Hearts de anime. Essa é a melhor forma de resumir o conceito principal de Pastel Memories, um show sobre garotas que precisam “salvar” a cultura otaku adentrando o mundo de obras clássicas da indústria.

É, a premissa é legal. Mas fica por aí. Pastel Memories não tem o charme e a qualidade para executar ideia.

Já no primeiro episódio somos introduzidos a uma dúzia de personagens, uma mais estereotipada que a outra, e que parecem existir apenas porque Pastel Memories tem um jogo mobile também e isso implica na série precisar de um cast imenso.

A história geral não é interessante e a animação é extremamente fraca e estática — não fazendo jus aos anime que tenta homenagear.

Basicamente, a única razão que vejo para seguir Pastel Memories é minha curiosidade de ver quais séries vão usar. Não é todo dia que posso ver “Rozen Maiden” de novo!.

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Kaguya-sama wa Kokurasetai

Estúdio: A-1 Pictures
Direção: Omata Shinichi
Roteiro: Nakanishi Yasuhiro
Baseado em um mangá por Akasaka Aka
Número de episódios: 12
Considerado um gênio devido a ter as notas mais altas do país, Miyuki Shirogane lidera o prestigioso conselho estudantil da Academia Shuchiin como seu presidente, trabalhando ao lado da bela vice-presidente Kaguya Shinomiya. Os dois são frequentemente considerados como o casal perfeito pelos alunos, apesar de não terem qualquer tipo de relacionamento romântico.

No entanto, a verdade é que depois de passar tanto tempo juntos, os dois desenvolveram sentimentos um pelo outro; infelizmente, nenhum deles está disposto a confessar, pois isso seria um sinal de fraqueza. Com seus orgulhos como estudantes de elite em jogo, Miyuki e Kaguya embarcam em uma missão para fazer o que for necessário para obter uma confissão do outro. Através de suas travessuras diárias, a batalha do amor começa!

Comédias românticas colegiais caem muito no problema de não saberem caracterizar seus personagens, com garotas sendo reduzidas a arquétipos ambulantes e o protagonista normalmente sendo um buraco negro de carisma. Kaguya-sama sucede exatamente por fugir disso.

Basicamente, o elemento especial dessa série é o fato da personagem título, Kaguya, e do garoto principal, Miyuki, terem personalidades bem definidas e fora do comum. Os dois se amam de princípio, mas possuem muito ego para admitir, não querendo se sentir inferiores na relação, e tramando planos para forçar o outro a se confessar primeiro.

Dar uma personalidade um tanto corrompida, mas que não chega a ser totalmente “má” para eles deixa essa dinâmica divertida. Sim, os dois são falhos, mas possuem lados bons e isso coloca o espectador também num conflito interno entre ver os dois fracassarem em seus planos de maneiras hilárias por culpa de sua inaptidão à situações cotidianas banais e torcer para que formem um casal de uma vez.

O anime em si é muito bem animado e dirigido, com as partes que nossos protagonistas pensam em suas artimanhas sendo um show de analogias visuais e direção criativa. É uma delícia de ver. Não só disso aliás, “ouvir” é muito bom também, com as performances dos dubladores sendo excelente e caracterizando esses personagens muito bem, com vozes distintas para as facetas internas e externas de cada um.

Uma das estreias mais comentadas do ano, e que por enquanto corresponde ao hype.

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Watashi ni Tenshi ga Maiorita!

Estúdio: Doga Kobo
Direção: Hiramaki Daisuke
Roteiro: Yamada Yuka
Baseado em um mangá por Mukunoki Nanatsu
Número de episódios: 12
Um dia, Hinata Hoshino leva sua amiga Hana Shirosaki para sua casa, que se depara com sua irmã mais velha Miyako, uma estudante universitária. Miyako se apaixona por Hana à primeira vista e consegue se dar bem com ela de alguma forma, mas seu comportamento desajeitado e sua timidez deixa Hana desconcertada.

Mesmo assim, Hana gradualmente se abre para Miyako, que deseja que as duas se tornem mais próximas.

Outro anime que já lia o mangá, então há pouca impressão a fazer fora sua fidelidade com este. O anime segue o mangá somente mudando algumas ordens de eventos e acrescentando cenas novas, principalmente para transição, já que o original se trata de um 4koma. Como é esperado da DogaKobo, a adaptação é muito bem dirigida.

Wataten lembra o estilo de Ichigo Mashimaro, focando na comédia com piadas feitas de acordo com a peculiaridade de cada personagem. Assim como toda comédia que funciona, novas personagens vão aparecendo e as piadas vão se sofisticando ao invés de continuarem sempre as mesmas. Por isso, cada capítulo consegue ser mais engraçado que o anterior.

O anime é uma adaptação de um mangá da Yuri Hime, o que espero que seja um sinal que termos mais adaptações após ele e Citrus.

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Kouya no Kotobuki Hikoutai

Estúdio: WAO WorldGEMBA
Direção: Mizushima Tsutomu
Roteiro: Yokote Michiko
Anime original
Número de episódios: Indeterminado
Numa fronteira deserta, em que as pessoas trocam mercadorias umas com as outras para sobreviverem, o esquadrão aéreo Kotobuki ganha a vida como mercenárias. Um grupo que não falta personalidade, elas comandam seus caças pelos céus e deixam o barulhos deles tomarem os céus.


Se você sempre quis ver o anime de aviação que fizeram em Shirobako, seus desejos finalmente foram atendidos! É o retorno do combo de direção de Tsutomu Mizushima e roteiro de Michiko Yokote.

Kotobuki se apresenta logo de início sem explicar muito do mundo que existe ou do contexto de vida das personagens. É uma história sobre garotas lutando em batalhas aéreas como “seguranças” mercenárias de um dirigível-cargueiro, o protegendo de ataques de aviões piratas.

O interessante é como esse anime basicamente não tenta nos dar uma explicação imensa de seu mundo, mas sim em continuar dando foco nas personagens e nos apresentando suas personalidades e interações/relações de uma com a outra. No entanto, aos poucos os diálogos vão dando contexto a esse mundo, de forma natural e gradual — é a forma que a história quer que você vá montando e entendendo aquele universo, sua história e suas políticas.

Outro elemento importante de Kotobuki é a ação. As batalhas tomam bastante foco no anime, e é onde vemos a personalidade real de cada uma daquelas garotas por meio de sua pilotagem; umas calmas e outras extremamente agressivas. O storyboard das lutas é interessante, com muitas cenas com a perspectiva do cockpit das pilotos, dando uma atmosfera frenética e semi-realista para essas partes, fazendo desse um dos pontos mais fortes do anime.

Dito isto, a animação 3D CG ajuda bastante as cenas com os aviões, mas não tanto nas demais. O anime constantemente muda de uma animação “2D” para a “3D” nas cenas normais, quebrando a imersão e consistência de uma forma um pouco bizarra.

Kotobuki pode parecer um pouco confuso ainda, mas os primeiros capítulos me dão confiança que entenderei mais das vozes distintas de cada personagem e do mundo da história ao passar dos episódios. Ao menos a divertida ação já me prendeu.

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Fukigen na Mononokean Tsuzuki

Estúdio: Pierrot Plus
Direção: Itsurou Kawasaki
Roteiro:Takao Yoshioka
Baseado em um mangá por Kiri Wazawa
Número de episódios: 13
Ashiya passou seus primeiros sete dias no colégio preso na enfermaria por causa de um youkai que se prendeu a ele e acaba pedindo ao dono de uma pequena sala de chá chamada de “Mononokean” por ajuda. Estas são misteriosas histórias envolvendo o tão rabugento dono do Mononokean guiando os youkai que acabam por vagar neste mundo até o próximo mundo com a ajuda de Ashiya como seu funcionário.

Essa é a segunda temporada da série e continua focada no dia-a-dia de Abeno e Ashiya. Mononokean é bastante parecido com animes como Natsume Yuujinchou (apesar de haver bem menos carga dramática) e Youkai Apartment, em que a história se desenvolve muito a partir do relacionamento entre os protagonistas do anime e como a influência de cada um faz com que o outro cresça como pessoa sem perceberem sua importância. E claro, como youkais e seres humanos interagem no mundo, mesmo sem os últimos se darem conta disso na maioria das vezes.

Não há muitas diferenças entre esta e a primeira temporada, então não há muito sobre o que falar, apenas é perceptível um leve upgrade na arte em geral do show, além da adição de novos personagens. Mononokean continua sendo o bromance simpático de sempre e deve agradar todo mundo que gosta do nicho.

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Manaria Friends

Estúdio: CygamesPictures
Direção: Okamoto Hideki
Roteiro: Sekine Satoko
Baseado em um jogo por Cygames
Número de episódios: 10
Acadêmia Manaria é uma escola de magia de prestígio que ensina magia sem discriminação às três facções (homens, deuses, demônios), que geralmente se encontram em conflitos. Dois das alunas de lá são Anne, uma princesa e uma estudante prestigiada, e Grea, uma princesa nascida de um dragão e um humano.

Apesar de ter vários projetos de animação já, esse pode ser considerado o primeiro projeto feito pela própria Cygames, visto que é feito pelo seu novo estúdio. Havia sido planejado anos atrás, mas o projeto foi cancelado sem maiores informações e revivido agora para ser feito pelo próprio estúdio.

O que vai provavelmente ser um dos maiores sucessos de venda da temporada é um anime de 13 episódios com 10 minutos cada que provavelmente vai agradar mais fãs da própria Cygames e suas séries do que o público em geral. Também é possível desassociar completamente do anime de Shingeki no Bahamut, já que a história nada tem a ver com esse. O que considerando Virgin Soul, é um fato feliz.

Manaria Friends é um anime bonito, mas que não se pode se esperar muito mais do que um slice of life competente.

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Mahou Shoujo Tokushusen Asuka

Estúdio: LIDENFILMS
Direção: Yamamoto Hideyo
Roteiro: Kaihou NorimitsuFukami Makoto
Baseado em um mangá por Fukami Makoto
Número de episódios: Indeterminado
Devido à invasão de Disas – criaturas enigmáticas que surgiram do solo da terra dos mortos – a humanidade, que estava à beira da extinção, foi salva pelos esforços de garotas mágicas que obtiveram um misterioso poder mágico …

Três anos depois, novos incidentes ocorrem repentinamente, acabando com a rotina comum deste grupo de garota desde então. As salvadoras da humanidade, as garotas mágicas chamadas de “As Cinco Mágicas”, retornam as suas batalhas para decidir o futuro da humanidade.

Mahou shoujo dark já é quase um gênero. Não exatamente odeio isso, como alguns dos meus animes favoritos são colocados dentro dele, mas acho que alguns exageram, como aconteceu com Mahou Shoujo Site no ano passado. Então, embora ainda costumo dar uma chance, geralmente assisto animes do tipo meio desconfiado. A maioria esquece o que faz as pessoas se interessarem por histórias assim, afinal.

Asuka, até o momento, é um meio termo entre esses. A aposta é em realismo. Afinal, garotas mágicas são como soldados, então Asuka considera que passem pelos mesmos dramas e traumas de soldados reais. Portanto temos uma protagonista traumatizada pela guerra onde presenciou várias de suas amigas morrerem e quer evitar lutar novamente. Porém, para ajudar alguém, ela acaba não tendo escolha a não ser se envolver.

Por um lado, Asuka é extremamente violento. Ele não hesita em colocar carnificina no meio de uma cidade e usando crianças como vítima. Isso pode ser um bloqueio para alguns e atrativo para outros. O que eu elogio é a escolha de não matar personagem por puro shock value. No final do primeiro episódio, ao invés da amiga da protagonista morrer em sua frente, ela é salva. O que dá a Asuka uma imagem real de heroísmo e menos drama forçado.

Apesar da atmosfera sombria, Asuka ao menos não é completamente pessimista na imagem social. Apesar de que o passado de algumas personagens sugere isso. O dia a dia de Asuka é normal, sem pessoas tentando ferrar sua vida de toda forma, o que diferencia o anime de Mahou Shoujo Site, por exemplo.

E, apesar da imagem militar, o anime não tenta forçar alguma visão politica. As amigas da Asuka aparentemente terão uma russa e uma chinesa, e as vilãs são terroristas, ao invés de estarem ligadas a algum governo. Isso dá uma imagem mais neutra, apesar do anime colocar uma imagem bem positiva para o JSDF.

Não há muito a se dizer sobre a animação. É bem básica, o que é decepcionante para um anime de ação. Mas não se pode chamar de completamente ruim também.

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Bermuda Triangle: Colorful Pastrale

Estúdio: Seven Arcs Pictures
Direção: Nishimura Junji
Roteiro: Yokote, Michiko
Anime original
Número de episódios: Indefinido
O dia a dia colorido de um grupo de sereias.


Gosto de resumir Colorful Pastrale como um mangá com cor e som.

Anime “spin-off” da franquia Cardfight Vanguard (as personagens são basicamente tiradas de cartas do jogo), a série foca no cotidiano de jovens sereias morando numa cidade pequena das profundezas do mar.

Slice of life bem simples, é triste que Colorful Pastrale não tenha uma animação muito… bem, animada. Às vezes é fácil esquecer de que a história se passa debaixo do mar e que as personagens na verdade não estão apenas constantemente flutuando. Não vemos bolhas, movimentos aquáticos, etc.

Dito isto, a história e suas personagens possuem um certo charme (Michiko Yokote está escrevendo!) e a ideia de fazer a dinâmica delas girar em torno de gerenciar um cinema local pode criar situações interessantes.

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Primeiramente, esse anime é muito mal animado. Não dá para negar isso. De fato, não tenho muito a comentar sobre fora o fato que a abertura é cantada por Pastel Palettes, uma banda de Bang Dream, e que o cast é simpático. Não parece ter tido um esforço muito grande de desenvolver mais nada por enquanto e talvez nem terá.

O que diria é, para quem gosta de animes com garotas fofas abraçando umas as outras, talvez possa se divertir com ele.

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Saint Seiya: Saintia Shou

Estúdio: Gonzo
Direção: Masato Tamagawa
Roteiro: Takahashi Ikuko
Baseado num mangá por Kurumada Masami
Número de episódios: Indefinido
Todo o Santuário foi enganado e prestes a entrar em uma guerra civil instigada pelo Cavaleiro de Ouro de Gêmeos, Saga. Nossa história começa logo após o fim desses eventos… Esta é uma história sobre as garotas protegendo Athena. Estes são os registros do amor e das ferozes lutas que elas enfrentam enquanto se opõem ao destino em seu caminho para a maturidade.

 

Saintia Shou funciona meio como um “soft reset” da história original de Kurumada sobre Seiya e seus irmãosamigos. Trata-se da “história não contada” das guerreiras mais próximas de Athena.

Sendo alguém que cresceu vendo Saint Seiya na TV e tendo ciência de que a obra é um battle shounen que provavelmente envelheceu mal, ainda estava surpreendentemente animado para o lançamento de uma nova animação dentro desse universo.

Infelizmente, quem ficou a cargo da adaptação foi o estúdio Gonzo, que a cada nova obra parece decair mais na qualidade oferecida. Saintia Shou carece de uma direção artística mais competente, em que a maioria das cenas parece vazia e apenas tenta “imitar” o mangá quadro a quadro. Isso mesclado a uma animação extremamente inconsistente e um ritmo narrativo bagunçado não gera um produto final muito atrativo. Ainda assim defendo que a obra tem lá seu carisma, talvez bem mais no mangá, mas não é um anime impossível de se acompanhar.

O lado bom é que este não é o Cavaleiros do Zodíaco que a Netflix insiste em lançar (aka.: estragar) e oferece um elenco principal original, em vez de dar retcon em personagens já bastante amados pelo público que a série cativou nas últimas décadas.

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Doukyonin wa Hiza, Tokidoki, Atama no Ue.

Estúdio: Zero-G
Direção: Suzuki Kaoru
Roteiro: Mieno Hitomi
Baseado em um web mangá por  Minatuki Tunam
Número de episódios: 12
O romancista Subaru Mikazuki, que é tímido e não sabe lidar bem com outras pessoas, e Haru, o gato que passou por bocados na sua vida vagando pelas ruas. Essa é a história sobre os dois vivendo juntos e relatando suas felicidades do ponto de vista de cada um.

Um anime sobre Subaru, um escritor recluso afetado por uma grande tragédia pessoal, que adota um gato e aos poucos começa a sair de sua concha graças aos vínculos que cria com seu pet.

HizaUe, abreviação da obra em japonês, é mais uma daquelas histórias chorosas que se vê por aí envolvendo bichos de estimação. Muito do que carrega esse tipo de roteiro é a relação que o espectador/leitor tem com animais e o quão relacionável a obra é.

Bom, sempre tive gatos e é difícil não dizer que esse anime não simula bem como os felinos se comportam. Haru, a gata da história, age como o esperado, pulando por aí, derrubando coisas, se enfiando em caixas…

Mas o ponto interessante e forte da série está aí. Tudo que vemos Haru fazendo pela visão de Subaru é típico de um felino, mas a segunda parte dos episódios tem a perspectiva da gata e entendemos o contexto para suas “bizarras” ações, como quando ela reage a quando seu dono chama por seu nome, mas vemos que na verdade entende “Haru” como a palavra referente a comida.

HizaUe não é extremamente original, mas não vemos tantos anime sobre pets assim também. A produção é simples, mas a história tem seus momentos emocionais e a dinâmica de tentar entender o que o gato está fazendo lhe dá um certo tom único. E bom, por fim, é difícil resistir e não me entreter por meia hora de desventuras felinas.

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Dimension High School

Estúdio:  Polygon Magic
Direção: Yuuichi Abe
Roteiro: Yuuichi Abe
Anime original
Número de episódios: 12
Um grupo de garotos colegiais é abduzido por um estranho ser e levado a um mundo de anime. Lá, é dito que eles são os lendários heróis que irão salvar aquele mundo da sua iminente destruição.

Com a premissa de “pessoas reais que vão parar num mundo de anime”, eu não consegui deduzir que seria “pessoas reais sendo dubladas e agindo feito personagens de anime que acabam sendo abduzidos por uma pedra falante que os leva pra uma sala de aula num mundo pós-apocalíptico em que são personagens 3D com captura de movimento ruim”. Pelo visto, os V-tubers saturaram tanto que precisaram criar essa premissa e fingir que era um anime real para as pessoas criarem interesse.

Anime às vezes parece que testa a minha disposição para o quanto de idiotice eu consigo aturar por um fator de entretenimento mínimo. E mais uma vez eu falhei, porque consigo assistir Dimension High School e me divertir com seu conceito disfuncional. Apesar que Virtual-san wa Miteiru prova que eu tenho um limite.

Nunca recomendaria, porque realmente não tem o que recomendar. Só quero constar que existiu.

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Kemono Friends 2

Estúdio: Tomason
Direção: Kimura Ryuuichi
Roteiro: Masumoto Takuya
Baseado em um jogo de celular por Nexon
Número de episódios: 12
Segunda temporada de Kemono Friends.

A segunda temporada de Kemono Friends começa promissora. Não há muito a dizer exceto que consegue captar bem o que fez a primeira divertida, apesar da nova direção. Kemono Friends, contrário ao que a maioria parece pensar, esquecendo-se da primeira temporada, sempre focou mais em momentos bobos com as personagens fazendo piadinhas com as características do animal que elas representam. Nesse quesito, a segunda temporada não deixa a desejar.

A animação é outro fator que melhorou muito. Há quem defende que a temporada passada tinha um “charme especial”. Mas sinceramente, não faz sentido. Se é possível melhorar na parte técnica, que se faça. E é possível ver uma clara melhora aqui, quando tratado pelo novo estúdio.

O que me preocupa é o reuso de plotlines da primeira temporada e como isso pode fazer com que essa segunda seja só uma repetição sem identidade. Se era essa a intenção, seria melhor só deixar slice of life até o fim. Mas ainda é cedo para dizer. Podem estar brincando com expectativa de que será igual e puxar algum twist.

Quanto a certa polêmica envolvendo o anime… Tudo que digo é que não farei preview de Kemurikusa porque não achei nada relevante para falar sobre.

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Ah, estranhamente o anime mais controverso da temporada.

Serei direto: Kemono Friends 2 é divertido. Embora estúdio e diretor tenham mudado, Kemono Friends 2 capturou o tom da obra original para mim, especialmente no primeiro episódio.

Temos uma atmosfera de certo mistério, elementos deixados para trás pelo roteiro que devem ser explicados depois, personagens estranhas e divertidas e uma certa positividade presente muito nas ações e palavras de Serval.

Curiosamente, meus poucos problemas com essa segunda temporada também são relacionados a isso. Em certos momentos, não acho que deveriam seguir tão à risca alguns aspectos da primeira temporada, como, por exemplo, as duas personagens secundárias que seguem o grupo principal igual Arai e Fennec faziam.

Entretanto, as diferenças são interessantes, como desde o começo a protagonista Kyururu ser identificada como um humano, diferente de Kaban na primeira temporada, que teve boa parte de seu desenvolvimento relacionado à descoberta de qual espécie era.

Kemono Friends 2 começa num tom similar à série original, e isso já garante meia hora de uma boa atmosfera relaxante. Mas o que mais me interessa é ver como a história se desenvolverá e torcer para que vá além do esperado por todos, porque contrariar expectativas já é parte da experiência Kemono Friends.

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Mob Psycho 100 II

Estúdio: Bones
Direção: Tachikawa Yuzuru
Roteiro: Seko Hiroshi
Baseado em um mangá por ONE
Número de episódios: Indeterminado
Segunda temporada de Mob Psycho 100.

Depois do ótimo finale da primeira temporada, Mob consegue voltar sem realmente parecer que acabou em algum momento. Algumas pontas soltas são resolvidas no início da segunda temporada, enquanto voltamos a acompanhar a vida rotineira de Mob.

O mais interessante dessa temporada é que agora, ao invés de reagir à situações, Mob está fazendo uma auto-análise dos seus sentimentos. Por ter se desconecto deles, sua visão sobre seus poderes e o que eles implicavam sempre foi um tanto simplista – embora reconhecesse o perigo deles por experiências traumáticas no passado. Mas agora ele precisa entender melhor a responsabilidade que seus poderes trazem, bem como o tipo de realidade em que ele se encaixa graças a eles. Ele não pode ser mais um “mob” e apenas reagir ao que acontece na cena principal, pois seu papel é mais importante do que todos ao seu redor.

A direção e animação continuam fantásticos, que parece continuar escalando em qualidade. Embora seu foco seja ainda a comédia, o anime consegue passar uma ótima atmosfera inquietante quando foca no lado mais sombrio. Há também um grande nível de detalhamento em cada cena, desde a movimentação dos personagens à suas expressões faciais, que mostra como não só existe gente talentosa por trás, mas que também existe um carinho em querer tirar o melhor da obra. E isso que torna Mob o que é.

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Kakegurui××

Estúdio: MAPPA
Direção: Matsuda KiyoshiHayashi Yuuichirou
Roteiro: Kobayashi Yasuko
Baseado em um mangá por Kawamoto Homura
Número de episódios: 12
Segunda temporada de Kakegurui.

É Kakegurui, o anime de apostas que provavelmente não vai agradar quem espera um Kaiji. É extremamente formulaico, com apostas que não são exatamente intrigantes ou bem elaboradas, e que as personagens fazem questão de distorcer o rosto da forma mais grotesca possível, numa mudança de traço que as deixa mais realistas para ter mais impacto ainda. Ainda sim, é divertido dentro do seu conceito ridículo e nos seus exageros.

Provavelmente não é uma boa ideia dar uma segunda chance para a série caso você não tenha gostado da primeira, pois continua exatamente igual; o que é o ideal para quem gosta justamente por isso.

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BanG Dream! 2nd Season

Estúdio: SANZIGEN
Direção: Koudai Kakimoto
Roteiro: Ayana Yuniko
Baseado em um mangá por tugeneko
Número de episódios: Indeterminado
Segunda temporada de Bang Dream.

A segunda temporada pode ser meio confusa para quem só viu o anime. Isso porque, ao invés de ser uma continuação da primeira temporada, ela é uma continuação do jogo de celular. Sendo assim, diversas personagens são usadas no começo sem a devida apresentação, o que já aconteceu para quem jogou o jogo. E o que é comum em adaptações de tais.

Apesar de ser CG, consegue ser muito bonito em partes. Diria inclusive ser mais bonito que a primeira temporada, já que a animação lá não era grande coisa. O estúdio SANZIGEN é também o mesmo realizando as animações dentro do jogo, então é esperado que a franquia toda fique nas mãos deles para animação de agora em diante.

Além das cinco bandas já conhecidas por quem jogar o jogo, o anime promete (e foca) na criação de uma nova banda chamada Raise a Sullen. Para quem acompanha a franquia, sabe que é uma banda criada pelos membros de The Third, uma banda que tocava para aquelas que não podiam tocar seus instrumentos em shows. Se essa nova banda terá participação no jogo ou não, ainda não é claro. Até porque a história do anime avança um pouco no tempo.

Então, apesar de recomendar com certa cautela para aqueles que não conhecem a franquia ainda, a segunda temporada de Bang Dream é muito divertida para aqueles que já são fãs do jogo.

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Mais Bang Dream! É, basicamente é isso — e já faz do anime bom.

Enquanto o estúdio mudou, Bang Dream 2 ainda possui a escritora da série original (Ayana Yuniko) e segue a história do anime passado.

O meu ponto preferido da temporada anterior ainda está aqui: bons e rápidos diálogos, com cada uma das personagens tendo suas peculiaridades estranhas e mesmo assim todas se entendendo facilmente. É uma atmosfera divertida e caótica que vejo como a “voz” de Bang Dream.

Fora isso, agora o anime é em CG 3D (que é decente, já que o estúdio Sanzigen é especializado nisso) e mais foco é dado para as demais bandas do jogo de mobile, embora o Poppin’ Party ainda seja o foco principal.

Fácil de recomendar para quem gostou do primeiro anime ou é fã do jogo.

 

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Grapefox

“Wakaba é um elemento estranho no show, pois basicamente existe como um “self-insert” na história, reagindo a tudo de forma exagerada” “é extremamente altruísta de forma não natural” Se “self-insert” também serve de argumento implicando que é um motivo do Wakaba ser um elemento estranho no anime, acho contraditório logo depois apontar qualidades únicas do mesmo que, justamente, não seriam naturais pra uma pessoa comum. Minha opinião seria que não é que ele é self-insert, tem monologos em tom diferente dos demais e por isso é “estranho” pro clima do anime (sendo que estranho sim é dizer uma coisa que… Read more »

Overkilledred
Admin

Bom, não fui eu que comentei isso, mas compartilho da mesma opinião deles. Acho que o problema não é exatamente o Wakaba ser o elemento estranho que questiona as regras e o funcionamento daquele mundo, o que é uma ferramenta de enredo válida, mas o fato de que ele é feito pra ser um personagem que se destaca por isso. Sinto que toda a personalidade dele é artificial, como se estivesse falando “é assim que ele precisa agir pra criar interesse nas outras personagens femininas”, mas nada na personalidade é realmente interessante. É como se bastasse você apresentar certas características… Read more »

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