DESTAQUES DA SEMANA #1 – 05/09/17

Opa, outra série que surge essa semana. Agora iremos falar um pouco sobre os animes que mais se destacaram na semana, tanto de forma positiva como negativa, e não limitado apenas aos dessa temporada, como long-runnings e animes com mais de um cour. Bom, é um formato já clichê de blog de animes, então não é como se estivéssemos sendo muito criativos. Como demoramos um pouco pra criar esse post, decidimos começar destacando alguns episódios não necessariamente dessa semana dos que estão atualmente em andamento que chamaram nossa atenção. Próximo vai ser certinho, tá.

Raizon

Re:Creators #20

“Você achou que havia me derrotado! Mas meu novo poder tem o poder de anular seu poder!”

Devo dizer que acompanhar Re:Creators tem sido uma experiência… curiosa. O episódio da semana me deixou feliz de não ter desistido da série, porque o nível a que  chegou é tão ridículo e absurdo que chega a ser divertido. Admito que não sei mais como a história chegou onde está. Acho que foi explicado em episódios anteriores como a tal gaiola onde estão lutando foi criada, mas não me importa mais. O que me importa é ver os níveis absurdos a que essa luta chegou. Vejamos só os poderes que Altair possui agora: “esse é meu poder que anula todo poder adquirido através de um plot twist”, “esse é meu poder que anula o poder que vem do seu mundo”. Parece aquelas brincadeiras que crianças fazem onde vão inventando poderes novos na hora para superar o do outro. Ainda melhor no episódio passado: “Esse é meu poder que reverte causa e efeito. Você me atacou, mas na verdade você que foi atacada!”. Isso é incrível! É incrível que alguém tenha coragem de colocar tamanho absurdo em uma história supostamente séria. Não vou nem comentar o poder de outra personagem ainda mais broken porque não está em questão no momento.

Mas o que mais me incomoda nessa série é o fato que Altair, supostamente a antagonista, é a personagem mais fácil de simpatizar. Ela só chegou a um novo mundo para descobrir que sua criadora, a pessoa mais importante para ela, foi levada ao suicídio porque as pessoas são egoístas. Então ela só quer destruir tudo. Justo, até. Vamos ver quais os dramas do lado dos heróis? O maior drama é o protagonista…ter dado o último empurrão que levou a criadora de Altair a cometer o suicídio. Opa!… O outro maior drama é uma artista que não desenha tão bem quanto queria. Então sinceramente, torço pela Altair. Seus motivos parecem mais importantes que os de nossos supostos heróis. Sei que salvar o mundo é importante, mas não tão importante que devemos colocar avatares sem personalidade para representar isso (em ficção, ao menos).

O que nos leva ao final do último episódio. A criadora da Altair é chamada de volta como uma personagem dentro da gaiola mágica que foi criada de alguma forma que não me lembro mais. O problema com esse desenvolvimento, além de todo mundo ter previsto ele desde dez episódios atrás, é o fato que se Altair for convencida de que não deve destruir o mundo, ela devia ser convencida por sua criadora real, e não uma cópia. Portanto, Altair, não caia nessa armadilha! Destrua logo esse mundo horrível!

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Made in Abyss #8

Não quero falar do episódio dessa semana, mas do da semana passada. E não só porque Ouzen é a melhor personagem a aparecer nesse anime até agora, apesar de isso ser verdade. Meu maior problema com Made in Abyss é a dificuldade de me importar com os dois protagonistas, Riko e Regu, que até o momento são estereótipos sem nada muito interessante. Riko possui um pouco mais de personalidade, mas Regu é o mais clichê possível. O que quero comentar é o quão bonita a cena final do episódio foi. Não é exagero dizer que toda a cena desde que Maruluk começa a se despedir de Riko e Regu, até o final do episódio foi uma das mais emocionantes da temporada. Não só pelo contexto em si, que é dramático o suficiente, mas da construção de toda a cena. A música que começa a tocar quando Maruluk começa a chorar, seguindo por Ouzen relembrando o passado, a conversa que trocou com Lyza, enquanto ambas observavam o abismo, discutindo sobre o futuro de Riko. O fato que a mesma música tocou a cena toda e o rosto de Lyza manteve-se oculto até o final, quando finalmente se revela. Só digo parabéns ao diretor e a Kinema Citrus.

Após este episódio nossos protagonistas voltam a sua jornada solitária, então infelizmente não veremos mais Ouzen batendo em crianças… ok, isso não soou muito bem. Espero que a nova personagem que tem bastante destaque no encerramento apesar de não ter aparecido ainda após mais da metade do anime seja um pouco mais interessante.

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Princess Principal #8

O episódio da semana passada de Princess Principal apresenta um twist que até provocou um aumento nos pre-order da venda BDs da série. Não tão grande quando o twist de Yuuki yuuna uma época provocou, mas considerável. O curioso é que tal twist foi revelado na verdade desde o segundo episódio, o que muita gente aparentemente não percebeu. Talvez o simples fato da princesa chamar Ange de Charlotte não foi suficiente, mas é possível pausar a cena onde a princesa recebe a carta de Ange e lê-la completamente, já que se encontra legível. A carta revela sem dúvida que em algum ponto Ange e Charlotte trocaram posições. Ela estava escrita em inglês, além de ter uma letra minúscula, então talvez era para ser uma pista que seria despercebida pela maioria do público japonês, mas é um fato curioso. Além do fato de a série referenciar o autor de O Príncipe e o Plebeu.

Princess Principal talvez não seja o mais convincente thriller de espião, mas acredito que a força do anime esta em suas personagens. Sendo assim, um episódio mostrando o passado de Ange e Charlotte e de como ambas se conheceram foi ainda mais interessante que episódios cheios de ação. Destaque especial para Charlotte (ou Ange, sei lá), e como ela conseguiu sobreviver enquanto fingindo ser outra pessoa. Não acredito que seja mesmo possivel ir do analfabetismo para poliglota tão rápido, mas é um conceito interessante para a personagem. Tenho visto pessoas teorizando que as duas seriam irmãs gêmeas separadas no nascimento. Tenho um problema com essa teoria, e é o fato que se fosse o caso, esse seria o episódio perfeito para essa revelação. Afinal, se tentassem revelar depois, é porque o autor queria fazer um plot twist. E sinceramente, duas garotas com a mesma aparência sendo na verdade irmãs gêmeas deve ser o pior twist possível. Seria como jogar pessoas em uma ilha encontrando pessoas que já morreram e o twist ser “na verdade eles também estão mortos”. Por favor, quem faria isso?

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Overkilledred

Ballroom e Youkoso #5

Ballroom continua se destacando nessa temporada com sua animação bonita e fluida que, mesmo embora use de alguns recursos para economizar orçamento nas competições de dança, ainda consegue entregar quando precisa. E o episódio 5 em especial foi bem marcante. A relação do Tatara com a Mako é bem mais interessante do que a Shizuku, que parecia mais um troféu a ser conquistado pelos personagens, e teve pouco desenvolvimento até agora. Pelo visto nem um anime de dança escapa desses clichês e estereótipos de animes de esporte, em que as personagens femininas estão lá ou por interesse romântico, ou apenas como um visual candy para o público. Mesmo que trate de um “esporte” em que um casal é necessário, o anime reforça muito o fato do homem ser o “lead” da dança, e que sua parceira precisa apenas conseguir acompanha-lo. E isso reflete a personalidade das personagens, que estão à merce dos mimos egoístas e vaidades dos homens. Enquanto a Shizuku está numa disputa entre quem vai ser seu parceiro, algo que ela demonstra ter pouco interesse no resultado, Mako precisa se provar para o irmão. Mas ao lado de Tatara, os dois se complementam e, como ambos ainda são iniciantes,  ou ao menos alguém que não demonstra muito talento como no caso da Mako, a relação entre os dois tem muito mais charme.  A cena em que ambos provam ser capazes de seguir e ler os passos um do outro – e formar um xingamento para seu irmão Gaju na terra -, foi excelente na sua execução. Espero que o anime foque cada vez mais neles dois como parceiros de dança, e que a Shizuku seja melhor trabalhada daqui pra frente.

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Dimentioluc

Hina Logi: from Luck and Logic #10

Hina Logi é talvez o anime que mais me surpreendeu desta temporada até aqui. Esse slice of life no mundo de Luck & Logic continua oferecendo um mundo fantasioso divertido para brincar com suas personagens semana após semana. O episódio 10 é o quarto escrito pela roteirista principal, Yukie Sugawara (antes ela fez os dois primeiros e o epi 6 das férias de verão), e foca na relação das duas personagens principais: Hina e Nina e como isso impactou o desenvolvimento de cada uma. Nina está frustrada com a ideia de estar acostumada à vida casual e infantil que leva e ainda quer se manter fiel ao seu objetivo de voltar à ALCA, seus sentimentos voltam-se para Hina, sua amiga que representa essa nova realidade. Hina é infantil, hiperativa, alegre, mas ao mesmo tempo possui talentos naturais superiores aos de Nina.

O contraste direto das duas é símbolo da principal temática de Hina Logi. Um mundo recém pacificado precisando reintegrar soldados à sociedade, a se adaptar à realidade nova, de ter coragem de enfrentar seus próprios problemas. Nina é uma criança que não precisa mais lutar, o que ela precisa aprender é a ser humana, fazer amizades e se entender como pessoa: a briga com Hina é uma vontade de se manter ao que ela era, com medo da mudança. Continuando o episódio, as duas fazem as pazes numa cena dramática e retornam juntas e de mãos dadas ao dormitório, como que numa cena de retorno ao lar. Nina aceita sua vida ao lado de Hina e suas outras amigas.

A música dos episódios anteriores, representando a união de um Logicalist e um Foreigner apesar de seus mundos diferentes, toca. Lion e Nina podem viver no mesmo mundo, mas viviam em realidades completamente opostas e agora finalmente, num período de paz, podem se entender e caminhar juntas.Tematicamente achei tão bom que penso até como desenvolverão os últimos episódios. Talvez um foco maior no resto das personagens e mais dinâmica do grupo, mas sinto que esse pode ter sido o clímax mesmo.

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Aikatsu Stars #71

Sim, começo a falar disso no 71 aqui. Enfim, depois dos episódios passados pausando a narrativa para um crossover com a série inicial (e a passagem definitiva do bastão das protagonistas passadas para a Yume), Aikatsu Stars volta renovado.

Yume decidiu se tornar uma idol inspirada pelo S4 e com o sonho de um dia alcançar esse mesmo patamar. Ela conseguiu isso já fazem 20 episódios e o anime decidiu expandir o mundo da série, de permitir Yume procurar um novo sonho. Afinal, ter esse nome e não possuir uma meta é um pouco estranho, não?

Com o fim desse arco inicial do Venus Ark, a história voltou ao seu começo. Yume e Koharu, as duas amigas de infância, trocando seus novos sonhos e fazendo a promessa de um dia realizá-los. Como Lily disse durante o episódio: às vezes nossas jornadas acabam voltando ao ponto original de partida. Aikatsu Stars 71 é um recomeço. Tanto Yume quanto Koharu, apesar de todo seu crescimento ao longo do anime, estão juntas de novo e agora repetindo o lema da série: em busca de ser a estrela número um.

 

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