PREVIEW IN A BOX: TEMPORADA DE PRIMAVERA 2017

Springseason

Mais uma temporada para mostrar que os animes estão morrendo. Afinal, olha a quantidade de ecchis! Saudades da gloriosa época em que animes eram televisionados aqui e tudo que eu assistia era filtrado. Só assim pra eu achar que anime era sinônimo de um grupo de garotos que lutam de forma super violenta. Felizmente, ninguém aqui se importa com os animes que todo mundo se importa, então não vamos falar de nenhum anime que os títulos sejam frases.

Essa é a temporada que os dois Shingekis voltam, outro anime dos anos 80 ressurge, a Deen mostra que talvez tenha gastado recursos demais com KonoSuba e Rakugo Shinjuu, que a DavidPro mostra que devia ter continuado com JoJo, que nem todo slice of life moe é da Manga Time Kirara, que animes CGI ainda são uma realidade e que a P.A. Works mostra que, na verdade, eles são um estúdio bem decente quando não fazem melodramas adolescentes. Fica aí nosso preview da temporada de primavera!

 

Índice:


Alice to Zouroku


Atom: The Beginning


Hinako Note


Granblue Fantasy


Warau Salesman


Tsuki ga Kirei


Kaitou Tenshi Twin Angel


Sakura Quest


Re:Creators


Sakurada Reset


ID-0


Kabukibu!


Uchouten Kazoku 2nd Season


Shingeki no Kyojin 2nd Season


Boku no Hero Academia 2nd Season


Shingeki no Bahamut: Virgin Soul

 


Alice to Zouroku

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Estúdio: J.C.Staff
Direção: Sakurabi Katsushi
Roteiro: Takayama Fumihiko
Baseado num mangá por Imai Tetsuya
Número de episódios: 12
Sana é uma garota com um misterioso poder de materializar tudo que ela imagina. Ao lado de outras crianças com poderes parecidos, ela é forçada a fazer testes num laboratório de pesquisa. Mas um dia ela decide fugir e no caminho acaba conhecendo Zouroku, um senhor que simpatiza com a garota e decide ajudá-la.

Overkilledred

Alice to Zouroku é a mistura de um desses animes sobre uma figura paterna tentando cuidar de uma criança com uma trama de aventura sobrenatural. Isso torna o anime mais atrativo ao mesmo tempo que parece um empecilho no desenvolvimento da relação dos protagonistas.

Depois de viver até onde se lembra como um experimento, Sana finalmente decide fugir da organização que a mantinha presa. Na sua fuga, ela encontra Zouroku, um senhor que, mesmo depois de presenciar o que os poderes dela são capaz, ainda a trata como a criança que é, e decide cuidar dela por hora.

É difícil não gostar desses animes à la Usagi Drop na forma como são tocantes em mostrar o laço familiar que se cria entre os personagens. A relação de Sana com Zouroku, o contraste de uma criança que é capaz de tudo e um senhor de idade que só quer viver a vida simples dele, é o que faz o anime ser tão bom, mas tentar conciliar isso com cenas de ação e perseguição é algo que quebra muito desse clima. Eu não consigo me importar tanto com esse plot da organização secreta na medida que se isso torna o foco quando devia ser algo mais secundário. O anime devia manter um meio-termo entre os dois lados, mas sempre favorecendo a relação dos protagonistas.

É um anime que merece destaque nessa temporada pelo seus personagens e a relação entre eles. Só espero que ele mesmo entenda isso e foque mais daqui pra frente.


Raizon

Para quem vê anime há muito tempo, é fácil notar alguns padrões nas histórias contadas. Um deles em particular sempre começa com uma garota com super poderes escapando de um laboratório e encontrando um jovem idealista que vai ajudá-la a fugir de seus perseguidores. A história então geralmente se torna algo como um romance dark entre os personagens, ou um harém, após várias garotas entrarem no grupo de protagonistas em volta do jovem. O mais conhecido nesse estilo no ocidente é provavelmente Elfen Lied.

Alice to Zouroku tem um ínicio parecido. Sana é uma garota com super poderes que foge do laboratório onde é mantida e acaba encontrando e pedindo ajuda a Zouroku, um velho pragmático. E é aí o primeiro momento que o anime se diferencia dos demais do gênero. Ao invés de montar um romance entre os dois protagonistas, ele se preocupa em criar um cenário familiar. Zouroku é como um pai, uma figura que Sana nunca teve em sua vida.

Mas o anime também acerta em outro aspecto que vários das séries no estilo acabam pecando: o roteiro. A história pode não ser especial no momento, mas é bem estruturada. Personagens são carismáticos e fazem sentido, aparentando ter uma profundidade escondida que ainda não nos foi apresentada. E o mais importante (e raro em animes), sem muita exposição. A história é contada com imagens além de palavras. E a mistura entre mistério, comédia, slice of life e aventura funciona curiosamente bem, ao invés de parecer uma bagunça sem foco.

Mas preciso ainda mencionar o ponto mais negativo: sua animação. Não que a animação em si seja um problema. Não é nada especial, mas os cenários são bonitos e o design é agradável. Ainda assim… o CGI usado pelo estúdio é horrível. Mas nada que atrapalhe muito, e até agora, visto três episódios, é o anime com maior potencial nessa temporada.


Dimentioluc

Meu anime preferido da temporada por enquanto. É meio que um “e se” de um roteiro comum de light novel. E se… o protagonista que encontra a garota principal fosse um homem idoso?

É difícil não traçar paralelos com séries como Index. Alice to Zouroku apresenta um mundo atual, mas que nas suas sombras esconde pessoas com poderes sobrenaturais/mágicos, organizações misteriosas e conspirações governamentais. No entanto, é uma história com um twist bastante divertido na fórmula. Zouroku, o velho protagonista do anime, não tem uma personalidade fraca. É uma pessoa séria que já viu muito na vida, que possui muitas experiências e que não deseja nada mais do que continuar tendo a vida normal que sempre teve. Sana é a “garota que cai do céu” deste anime. Sem nunca ter vivido fora de um laboratório e com poderes de distorção da realidade, ela é basicamente uma criança super mimada que não entende as convenções da sociedade.

Eu quero falar muito desse anime e dos temas que ele aborda já pelos primeiros episódios, mas não quero spoilar quem possa se interessar por ele por este texto (provavelmente ninguém, mas serei esperançoso), mas é basicamente uma história sobre encontrar o incrível no comum e cotidiano. Como alguém que pode tudo talvez não tenha nada. Como vínculos humanos são importantes e etc. E já falei muito…

Enfim, é o que recomendo e o que mais gostei de tudo que vi até agora. Tirando o CG bizarro, a arte é bem bonita e original, os personagens são todos bem críveis e divertidos, a história me interessou muito e estou ansioso para ver o quanto mais podem se aprofundar nos temas que colocaram na mesa. Ansioso.


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Estúdio: Production I.G, OLM, Signal. MD
Direção: Motohiro KatsuyukiSatou Tatsuo
Roteiro: Fujisaku Junichi
Baseado num mangá por Yuuki Masami, Kasahara Tetsuroh e Tezuka Makoto
Número de episódios: 12
Prequel de Astro Boy (Tetsuwan Atom). Segue a vida universária de Tenma e Ochanomizu, dois personagens importantes na criação de Astro.

Overkilledred

Outra adaptação prequel de um mangá do Tezuka, que é difícil criar interesse já que não é feito pelo próprio Tezuka. Mas Pluto é muito bom! Embora seja do Urasawa, um autor que tem tanto crédito quanto o próprio Tezuka.

Atom the Beginning conta o passado de Tenma e Ochanomizu, dois personagens emblemáticos no mangá original, ambos responsáveis pela criação do icônico protagonista. Embora não requeira conhecimento prévio da série,  a proposta do anime talvez seja mais interessante se você for familiarizado com os protagonistas, visto o quão diferente eles são nessa versão. Mas talvez o foco da série não seja tanto o desenvolvimento deles até se tornarem os personagens na versão original, mas sim o próprio mundo. Num mundo em que robôs são cada vez mais necessários na sociedade, o desenvolvimento de inteligências artificias avançadas se torna comum. E se elas se desenvolverem ao ponto de ser impossível distingui-las de humanos, não quer dizer que eles atuem como humanos, de forma que precisem de direitos civis? Bom, é algo que a série original trabalha e que talvez seja só arranhado no anime, já que se passa num período anterior. Mas vale a pena acompanhar o anime por hora e esperar ver qual o rumo ela vai tomar.

De qualquer forma, merece atenção de quem gosta da série original e seus derivados, ou que tenha interesse nesse universo e na discussão que o mesmo tenta trazer.


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Estúdio: Passione
Direção: Takahashi TakeoKitahata Tooru
Roteiro: Urahata Tatsuhiko
Baseado num mangá por Mitsuki
Número de episódios: 12
Hinako é uma garota tímida do interior que, ao se emocionar ao assistir um espetáculo teatral, decide se mudar para Tóquio e seguir seu sonho como atriz. Ao lado de suas colegas de pensão, Hinako decide montar sua trupe teatral e começar sua jornada.

Raizon

Bom, é difícil odiar um anime adaptado de um mangá da Manga Time Kirara, ou algo nesse estilo, para ser honesto. Mas apesar que geralmente eu acabo achando todos no mínimo divertido, sempre há uns mais interessantes que outros. Por mais que A-Channel seja divertido, não há como competir com Hidamari Sketch. Da mesma forma, dos dois últimos animes no estilo, Stella no Mahou foi só “ok”, enquanto Urara Meirochou foi realmente bom. Hinako Note, no momento, infelizmente parece mais perto de Stella no Mahou.

Realmente não há muito a se dizer quanto ao motivo para isso, e provavelmente há muito de preferência pessoal, mas as personagens até o momento não chamam muita atenção, e o anime parece estar tendo dificuldade de definir um foco. Apesar de serem conhecidos como “histórias sobre nada”, animes no estilo os da Manga Time Kirara geralmente possuem uma temática bem definida, o que não se encontra aqui. Aparentemente é teatro, porém.

Mas é difícil definir. Já aconteceu de eu levar uma temporada inteira para perceber que na verdade gostava mais de um slice of life do que pensava, assim como já aconteceu de me decepcionar com outros que começaram muito mais interessante. O que posso dizer é que vale a pena conferir se é um fã do gênero.


Dimentioluc

“Kirara” (não é da revista, mas segue o estilo) moe de garotas da temporada. É o que promete. Fofura com um cast de meninas, bastante humor, cortes para cenas chibi e um pouco de fanservice.

De cara gostei da arte, é bem redondinha e caprichada. O design das personagens é bonito também. E talvez eu esteja chovendo no molhado ao elogiar isso, já que gosto muito desse estilo de anime.

A “pitada” especial é que a série foca em teatro, já que a protagonista pretende aprender a atuar para superar sua timidez e problemas de sociabilidade. O começo, ao menos, ainda não focou muito nisso, então não dá para saber até onde irão em profundidade, mas as cenas da OP/ED me deixam esperançoso em ver algo divertido – com referências e estilos diferentes de peça aparecendo de uma forma ou de outra.

É basicamente uma aposta segura para fãs deslice of life do tipo. Gosta de outros anime Kirara? Então vale a pena olhar ao menos um ou dois episódios.


Granblue Fantasy The Animation

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Estúdio: A-1 Pictures
Direção: Itou YuukiKurata Ayako
Roteiro: Takayama Fumihiko
Baseado num jogo por Cygames
Número de episódios: 14
Baseado no popular jogo de celular, Granblue Fantasy segue a história de Gran, um garoto que vive uma vida comum até se esbarrar com Lyria, uma estranha garota sendo perseguida pelo império de Erste. Gran decide ajudá-la e os dois embarcam numa aventura pelos céus.

Raizon

Ao invés do anime, Granblue Fantasy me fez ter interesse em baixar o jogo de celular. Não porque o anime é tão bom que me fez ter vontade de jogar, mas porque o mundo tinha um clima interessante, como JRPGs clássicos, estilo Final Fantasy, mas parecia meio mal aproveitado. E após baixar e jogar o jogo, o que já devia ser óbvio se torna mais evidente: esse anime não precisava existir. Ou melhor, ele me fez baixar o jogo, então provavelmente era esse o objetivo.

O problema é que jogos de celular focados em história não têm um foco muito grande na história principal. Pouca gente liga para ela. É nas histórias extras, geralmente contadas em eventos, que o mais interessante se encontra, sendo a história principal só uma forma de amarrar os personagens. E claro, o gameplay é um grande fator em se você vai apreciar o jogo ou não, já que a história não tem nada de especial, apesar dos personagens serem carismáticos.

Para ter uma ideia do ritmo do anime, menos de 30 minutos do jogo equivalem a 3 episódios inteiros. Faz sentido que nesse tipo de história haja fillers para ocupar espaço que no jogo é usado para o gameplay. De fato, o segundo episódio todo não existe no jogo, já que é uma apresentação da vida do protagonista Gran, que no jogo é mudo (e o fato de usarem Gran e não Djeeta, a protagonista feminina, no anime é outro motivo que me faz não ter vontade de continuar, mas aí é outro caso).

Eu diria que como toda adaptação de jogo, Granblue Fantasy existe mais para fãs verem seus personagens favoritos animados, além de promovê-lo para novos jogadores. Ainda assim, é um anime decente. Para quem gosta das adaptações em animes dos jogos da série Tales of, por exemplo, é provavelmente uma boa opção.


Warau Salesman New

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Estúdio: Shin-Ei Animation
Direção: Ogura Hirofumi
Roteiro: Natsu Midori; Fukushima Naohiro
Baseado num mangá por Fujiko, Fujio (A)
Número de episódios: 12
Cada episódio segue Fukuzou Moguro, um vendedor ambulante que concede para seus clientes o que seu coração mais deseja. Mas não da forma que eles esperam.

Overkilledred

Warau Salesman é um clássico anime dos anos 80 que ressurgiu nessa noda onda de revival atual. No clássico estilo “tenha cuidado com o que deseja”, o anime segue um formato episódico em que o enigmático personagem Fukuzou Moguro concede o desejo de alguém que não anda satisfeito com sua vida, mas que logo se transforma numa maldição.

A premissa do anime é interessante, assim como a sua estética dos anos 80 bem estilizada. Mas o anime não sabe bem o que que fazer com ela e cada história termina com um final, que nesse caso seria o essencial, sem realmente surpreender ou provocar com alguma crítica social interessante. Embora ele desenvolva casos interessantes, como uma office lady que sofre bullying e sente prazer em consumir coisas caras, a “moral” é algo banal e sem graça, que tira o propósito daquilo ter acontecido para começar.

Sem muita inspiração, Warau Salesman é algo que eu recomendo ver o primeiro por curiosidade, por ser um clássico, e deixar por isso mesmo.


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Estúdio: feel.
Direção: Kishi Seiji
Roteiro: Kakihara Yuuko
Anime original
Número de episódios: Indefinido
Kotarou Azumi e Akane Mizuno agora estão no último ano da sua vida escolar e dividem a mesma sala. Ao se tornarem cientes um do outro, os dois começam a desenvolver sentimentos mútuos e vão ter que lidar com isso.

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Para um romance adolescente, Tsuki ga Kirei realmente consegue mostrar o quão irritante é a incapacidade deles de serem aberto com seus sentimentos. Com um romance que basicamente se desenvolve com olhares constrangedores e gemidos, numa tentativa de começar um diálogo, o anime é cansativo e nada interessante. Embora talvez seja a minha intolerância baixa com esse tipo de obra. Mas eu não vejo o que tem de interessante em duas pessoas gostarem uma da outra só trocando olhares.

Talvez seja algo que adolescentes consigam gostar, identifiquem-se e idealizem um tipo de romance assim. Mas talvez, só talvez, eu acho que manter diálogos um com o outro e desenvolver algum afeto com tempo pareça mais natural e mais interessante de acompanhar do que achar que alguém vai gostar de outra pessoa só encarando.


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Estúdio: J.C.Staff
Direção: Iwasaki Yoshiaki
Roteiro: Itou Michiko
Baseado num jogo por Sammy
Número de episódios: 12
Amatsuki Meguru é uma menina que sonha em um dia se tornar uma heroína. Certo dia ela é misteriosamente convidada para se mudar de sua cidade local e morar em Tóquio. O que não esperava era que isso acarretaria na realização de seu sonho. Junto de Kisaragi Sumire, sua introvertida colega de sala, ela se torna parte da dupla de garotas mágicas Twin Angel.

Raizon

Conheço pouco sobre essa série, mas o que posso deduzir por pesquisas rápidas é que a história original, baseada em máquinas de pachinko, é sobre duas garotas que se tornam mahou shoujo e lutam contra monstros. Além disso, a protagonista é apaixonada por um homem misterioso que usa máscara. Essa fórmula é facilmente identificável como tendo uma influência direta de Sailor Moon, o que provavelmente era o maior sucesso no gênero mahou shoujo quando a franquia foi criada.

Mas essa fórmula evoluiu, e hoje se perguntarmos a fãs de mahou shoujo qual sua série favorita e qual a maior influencia para o gênero, Sailor Moon provavelmente não será o primeiro nome a ser dito. Se você pensou: “Ah sim, é Madoka”, também está errado. É verdade que Madoka deve ser o mais popular com o público geral, mas se estamos falando do gênero mahou shoujo em si, o de maior influência é com certeza Pretty Cure. E essa nova série tem suas personagens descaradamente baseadas nas protagonistas de Futari wa Pretty Cure.

Esse é o maior problema de Twin Angel. Ele não é uma obra própria, mas uma referência. E muito caótico nisso. Os personagens secundários, por exemplo, são coisas como um garoto que se veste de garota e uma garota que se veste de bode e fala “Baah”. Nada disso tem importância no anime, porque é mais uma ideia de estereótipo que algo trabalhado.

Não é um anime ruim, mas não é bom também. É difícil recomendar e você provavelmente vai adivinhar cada detalhe de cada episódio nos primeiros minutos dele. Ao invés disso, recomendo assistir a Futari wa Pretty Cure, já que é melhor assistir ao original do que a cópia genérica.


Dimentioluc

Twin Angel Break é o novo anime da franquia Kaitou Tenshi Twin Angel e eu não vi os outros da série, então entendam isso como o ponto de vista de alguém entrando nesse mundo pela primeira vez. Enfim, o começo me parece bem comum de mahou shoujo. Em específico, é muito Precure em algumas coisas, principalmente na sua fórmula de duas heroínas com personalidades opostas. Existe um grupo de vilões e um mascote também, então sim, é bem “clichê”.

Devo dizer que gostei das duas protagonistas: Meguri é uma garota super positiva que sonha em ser uma justiceira e Sumire é uma garota de cara amarrada que se isola por vontade própria. Elas não são únicas, mas funcionam. Às vezes a simplicidade é tudo que preciso, ainda mais num gênero como mahou shoujo.

É notável a quantidade de anime de garotas mágicas que tenta copiar o que Madoka fez em quebrar convenções do gênero, só que isso por isso só acaba virando também outra convenção. Twin Angel Break não é extremamente original. Não é um Precure (até porque o público que querem é outro), mas também não é um Madoka. E talvez essa sua essência “genérica” tenha me feito gostar ao menos desses primeiros episódios como algo simples e bom de passar o tempo.

É capaz que uma hora me canse ou que o roteiro comece a incomodar ou que a animação sem sal seja um empecilho, mas por enquanto estou feliz de ver um mahou shoujo do tipo.


Sakura Quest

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Estúdio: P.A. Works
Direção: Masui Souichi
Roteiro: Yokotani Masahiro
Anime original
Número de episódios: 25
Como uma forma de incentivar turismo em cidades pequenas,  foram criados “reinos” como atrações turísticas. Yoshino Koharu é acidentalmente chamada para ser a “rainha” de um desses reinos e agora tem a missão de atrair turistas para a pequena cidade de Manoyama.

Overkilledred

No melhor estilo Shirobako, que é de fato o melhor estilo da P.A. Works, Sakura Quest traz também um pouco do backstage do próprio estúdio, conhecido por usar locações reais de cidades pequenas para promover turismo. O Japão é conhecido por usar táticas um tanto excêntricas para atrair turistas, como os famosos mascotes regionais e idols, ou, nesse caso, criar um tipo de “reino” turístico com base em RPGs e uma lenda local que envolve um chupa-cabra.

Koharu, a protagonista, é uma jovem adulta que acabou de se formar da faculdade e acaba descobrindo o que é a vida de formada sem experiência profissional. Vinda de uma pequena cidade do inferior, ela decide se mudar para Tóquio por sua idealização da cidade grande ter espaço e possibilidades para todos. Mas ao falhar em todas as entrevistas de empregos, eis que surge a possibilidade de fazer um trabalho turístico numa pequena cidade, como um tipo de rainha local. Não entendendo bem o que tinha aceitado, Koharu se depara com um tipo de atração turística temática que envolve uma ambientação que mistura Dragon Quest com uma criatura de lendas da América Latina. E agora ela vai ter que exercer seu papel como rainha e promover a cidade através dessa atração.

O anime é bem divertido na forma como mostra a tentativa do grupo de protagonistas em usar da premissa da atração turística para atrair pessoas. A P.A. pode ser horrível em criar arquétipos de adolescentes, mas seus personagens mais adultos são interessantes de acompanhar, além de claro não ter um plot de novela barato ao redor deles. É bom que eles tenham percebido isso e feito algo com um foco diferente. Vindo de um estúdio que fez um anime sobre nada como Glasslip, é realmente um grande avanço. Espero que mantenham essa tradição.


Raizon

P.A. Works era provavelmente mais conhecida por fazer vários romances melodramáticos perigosamente similares uns aos outros, o que raramente chamaria atenção de alguém não interessado no gênero. Com um destaque para Glasslip, que até hoje muitos se perguntam qual a razão de sua existência. Até que, após perder a fé de pelo menos metade da comunidade de fãs de anime, seu maior sucesso foi algo totalmente diferente das obras anteriores do estúdio, Shirobako. Um anime sobre a indústria de anime visto da perspectiva de uma jovem profissional. Sakura Quest possui uma premissa muito diferente de Shirobako, mas sua influência é notável. Mas antes de tudo é interessante notar que animes com o tema de desenvolver o turismo em uma cidade pequena tem se tornado comum nos últimos tempos. Temos exemplos como Locodol e até mesmo a nova temporada de Love Live, um dos animes de maior sucesso da atualidade. Alguns fazem isso de forma mais discreta, mas geralmente funciona. O turismo na cidade inspirada pelo anime aumenta consideravelmente quando esse é exibido, o que faz uma decisão lógica investir mais nisso.

Assim como Shirobako, Sakura Quest foca em um grupo de jovens mulheres trabalhadoras (ao contrário de adolescentes, como na maioria das vezes acontece), tentando desenvolver o interesse numa pequena cidade no interior do Japão. Desta vez há menos foco no processo do trabalho, e mais nas personagens em si, mas a atmosfera que passa acaba sendo parecida. E novamente nos proporciona um anime agradável de assistir mesmo se você está fora do público alvo da P.A. Works, já que romance melodramático não é o foco aqui. Com personagens carismáticas e roteiro divertido, é uma boa pedida para fãs do gênero slice of life nessa temporada, que carece um pouco de coisas no estilo comparada aos demais.


Dimentioluc

Não vou comparar com Shirobako… Ok, eu vou. É difícil dizer que a P.A. Works não quer reproduzir o esquema de sucesso do anime de fazer anime deles. Um cast principal de jovens adultas entrando/se adaptando num trabalho e aprendendo a lidar com situações que vão de “problemas comuns do trabalho cotidiano com os quais o espectador pode se identificar” a situações bizarras causadas por pessoas extremamente excêntricas.

Sakura Quest é também um desses anime de campo. Mostrando o lado bom do rural e de cidades pequenas. A protagonista é uma garota do interior querendo achar seu espaço em Tóquio e a ideia dela acabar parando numa cidadezinha pequena é até comum, mas é bem executada. As diferenças entre a vida na capital e no campo são bem expostas por ela e pelas outras personagens, cada uma com suas experiências próprias sobre esses estilos de vida tão diferentes.

Com uma comédia mais cínica, personagens interessantes (não no colegial!) e um bom histórico do estúdio com séries similares, acredito que manterá a qualidade como um anime divertido para acompanhar semanalmente.


Re:Creators

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Estúdio: TROYCA
Direção: Aoki Ei
Roteiro: Hiroe Rei
Anime original
Número de episódios: 22
Personagens de animes, jogos, light novels e mangás começam a aparecer no mundo real. Um deles tenta reunir outros personagens e tomar controle dos seus criadores e assim ter controle sobre seus respectivos mundos.

Overkilledred

Re:Creators provavelmente é o anime com mais expectativa dessa temporada, visto a sua premissa. A ideia de não só ter personagens fictícios interagindo com o mundo real, mas personagens de obras diferentes, com regras e tons diferentes, é o que faz o anime ser tão interessante.  Num tipo de crossover à la Mugen, esses personagens precisam lidar com o fato de que são apenas entretenimento para pessoas de outro mundo e o que fazer disso.

O anime por hora parece focar em apresentar esses personagens e os dividir em facções: os que querem ter o controle do seu mundo original e os que querem proteger o mundo dos seus criadores. Cada personagem vem de uma obra diferente, da protagonista do anime popular da temporada, pra bibliotecária NPC que salva seu jogo a uma mahou shoujo que não entende o conceito de usar seus poderes e fazer as pessoas sentirem dor. As possibilidades que isso traz, já que ainda falta apresentar boa parte do cast de personagens, é o que me faz querer continuar acompanhando por hora.

O estúdio TROYCA, responsável por Aldnoah.Zero, faz um trabalho excelente na animação, com ótimas sequências de luta, além de muito detalhamento nos cenários. Talvez até demais. Embora seja fã do Sawano Hiroyuki, responsável pela trilha sonora de Kill la Kill e Shingeki no Kyojin, que é conhecido por ter um tom grandioso e épico, não empolga muito aqui, já que não combina com a proposta da série. Mas ainda sim ele é sempre bem vindo.

É um anime divertido, com uma premissa com potencial e uma boa animação. Não tem muito do que reclamar por hora.


82119l
Estúdio: David Production
Direção: Kawatsura Shinya
Roteiro: Takayama Katsuhiko
Baseado numa  lightnovel por Kouno Yutaka
Número de episódios: 24
Na cidade de Sakurada, pessoas misteriosamente nascem com algum tipo de habilidade especial, mas que são esquecidas ao saírem de lá. Kei Arai tem a habilidade de lembrar nitidamente todas as suas memórias e é a única pessoa que não é afetado pela habilidade de rebobinar o tempo de Haruki Misora. Kei quer a cooperação de Haruki para trabalharem juntos unindo seus poderes, mas antes vai ter que ganhar sua confiança.

Overkilledred

“Vamos tentar descobrir qual de nós é um androide?” é o que uma das personagens do anime propõe. E é algo que me pareceu muito difícil de se descobrir, porque todos os personagens parecem androides. Todas as interações são robóticas e sem emoção, quase como atores lendo apenas o script, com diálogos que não parecem se conectar e com um quê de pretensiosidade, querendo parecer mais complexo do que realmente é. A premissa é algo que mistura muito do que vimos nos últimos anos em animes, mas que consegue fazer ser mais desinteressante ainda pela forma como os personagens agem.

Eu realmente não recomendaria para quem procura outro Charlotte, Re:Zero ou BokuMachi. Mas eu também não recomendaria nenhum desses. Talvez realmente não seja algo pra mim e a premissa seja o suficiente para chamar a atenção de quem curte esse tipo de trama. Talvez até a forma mecânica que os personagens agem seja visto como algo não-convencional que chame atenção de alguém. Mas com certeza foi o suficiente pra me manter longe.


82119l
Estúdio: SANZIGEN
Direção: Taniguchi Gorou
Roteiro: Kuroda Yousuke
Anime original
Número de episódios: Indefinido
Com a descoberta de um novo minério, chamado de Orichalt, a humanidade conseguiu explorar o espaço além do Sistema Solar. Para explorar esse minério, são utilizadas “I-Machines”, robôs que operam através da transferência de consciência do piloto para o sistema operacional da máquina. Numa dessas expedições, após um acidente, a universitária Mikuri Maya acaba se envolvendo com piratas e tendo que se aliar a eles.

Overkilledred

Novo anime do Gorou Taniguchi, renomado diretor de Code Geass, Planetes e Mugen no Ryvius, que, mesmo com esse currículo, provavelmente não vai gerar interesse o suficiente no público geral pelo fato de ser todo CGI. Bom, dá pra entender. Quase não tive interesse em assisti-lo. Mas a verdade é que parece ser um dos mais promissores dessa temporada.

Provavelmente o que chamou mais atenção no primeiro foi o seu ritmo, que se manteve dinâmico e conseguiu mostrar bem como funciona aquele mundo sem exposição gratuita. Todos os conceitos do anime, a forma como funcionam as I-Machines e o que é possível fazer com elas, assim como todos os lados envolvidos na exploração do minério, foram apresentados no primeiro episódio de forma natural. Tudo foi bem trabalhado para apresentar o funcionamento daquele mundo, o que demonstra a experiência do Taniguchi como diretor.

Depois de animes como Ajin e Knights of Sidonia, talvez a aceitação de obras assim hoje seja um pouco melhor. Kemono Friends nem se fala. O Japão ainda precisa aprender muito sobre CGI para conseguir deixar a qualidade mais aceitável, mas dá pra relevar por hora esse defeito quando o anime consegue compensar de outras formas.


Dimentioluc

Um mecha espacial dirigido por Gorou Taniguchi, famoso por Code Geass. O diferencial é a integração dos robôs na história, servindo como corpos temporários para mentes humanas para atividades espaciais. Dessa forma não há como morrer, já que a mente apenas volta ao seu corpo original quando o robô for destruído. É um conceito interessante e que deve ser o tema guia desse anime.

A história até agora foca em Mikuri Maya, uma estudante que, por circunstâncias fora de seu controle, se vê obrigada a trabalhar com um grupo de piratas especiais em escavações ilegais de minério no espaço.

Por enquanto a história não se aprofundou muito, focando em desenvolver o mundo e apresentar os personagens. Fez seu trabalho bem até agora, já que ao menos o começo interessa, com o comum sendo eu largar a maioria dos animes mecha logo de cara por conceitos genéricos ou uma execução fraca.

O 3DCG incomoda um pouco, fazendo a animação parecer um jogo, mas o design dos personagens não sofre tanto com isso, ainda sendo bem bonito e colorido.

É difícil de dizer o caminho que ID-0 vai tomar, mas torço para um foco nas temáticas de “ser” e o quanto de nós é o corpo ou a mente. Brigas contra os poderosos do mundo da série parecem iminentes, mas espero que o anime tenha tempo de construir as relações do grupo de personagens, que nesses dois primeiros episódios me pareceu interessante, mesmo que um pouco comum.


Kabukibu!

82119l
Estúdio: Studio Deen
Direção: Yoneda Kazuhiro
Roteiro: Nakamura Yoshiko
Anime original
Número de episódios: 12
Kurogo Kurusu é fã de kabuki desde que era criança por conta do seu avó. Ao começar a cursar o ensino médio, ele decide montar um clube escolar de kabuki e apresentar peças de teatro para os estudantes. Só que não vai ser fácil reunir pessoas interessadas em uma arte tão antiga.

Ovekilledred 

Depois do renomado Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu, o estúdio Deen parece ter decidido manter o ritmo para explorar outra arte teatral secular japonesa: o teatro kabuki. Meu conhecimento de kabuki se resume à pessoas com maquiagens exageradas falando de uma forma eloquente, com um tipo de discurso arcaico, e que envolve certos tipos de danças, mas sempre me pareceu algo interessante o suficiente para ser usado como temática em algum anime.

Diferente de Rakugo Shinjuu, Kabukibu tem um foco mais escolar e mais descontraído. O anime funciona como o típico anime de clube escolar envolvendo algum tipo de esporte ou arte. Alguém apaixonado pelo prática quer montar um clube e embarca numa jornada para reunir membros, que convenientemente tem algum talento necessário para o clube. Mas funciona bem. Os personagens são divertidos e a premissa inusitada compensa pelos clichês do “gênero”. É interessante aprender sobre kabuki e ver como cada personagem adiciona algo diferente para a espetáculo.

O design da Clamp é um tanto problemático, entretanto. Embora eu o aprecie quando é bem adaptado, o que não é bem o caso aqui, com alguns personagens lembrando bem vagamente o estilo delas, ele não é muito expressivo. E isso é realmente um problema quando a forma como os personagens falam e suas expressões faciais são importantes para atuação no teatro kabuki. As cenas em que os personagens agem como atores kabuki são desajeitadas e estáticas, o que também dá pra culpar a animação, mas é difícil imaginar como um traço tão “travado” como o delas poderia ser um bom match para a proposta do anime.

Kabukibu é um anime divertido que deve entreter quem tiver interesse em aprender algo sobre kabuki de forma descontraída e sem compromisso, ou apenas se diverte com esses animes sobre montar um clube escolar. Mas não precisava ser da Clamp.


Dimentioluc

Um protagonista hiperativo, otimista e positivo decide formar um clube estudantil de uma de suas paixões. Para isso ele precisa recrutar membros (todos bem peculiares) e superar várias adversidades para fazer o que ama.

Este é um roteiro comum que se aplica a muitos anime diferentes, que variam dos temas mais comuns de esporte à temas de ficção e etc. No caso aqui, a série trata de kabuki, uma arte cênica secular japonesa.

Apesar da ideia genérica, a execução é decente. O protagonista, apesar da sua personalidade comum, é diferente em como resolve seus problemas: dialogando e explicando seus pontos de vista. A paixão dele não é transferida imediatamente aos outros, mas o jeito com que conversa é mais inteligente e realista do que o comum de outros anime do tipo.

O segundo episódio elevou minhas expectativas em relação ao primeiro. Os personagens parecem ter caminhos mais interessantes de desenvolvimento e é bem balanceado o foco no kabuki e na história por si só.


 

Sequências

Uchouten Kazoku 2

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Estúdio: P.A. Works
Direção: Yoshihara Masayuki
Roteiro: Higaki Ryou
Baseado numa novel por Morimi Tomihiko
Número de episódios: 12
Sequência do anime Uchouten Kazoku. Segue a vida da excêntrica família de tanukis, seres mágicos que conseguem se transformar em qualquer coisa.

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Do mesmo autor de Tatami Galaxy, Uchouten Kazoku provavelmente é meu anime favorito da P.A. Works, que ressalto o fato de ser deles pois adoro os cenários e como lembram pinturas. É algo que misturado com o tom descontraído e fantástico do anime torna uma experiência muito relaxante e prazerosa de assistir.

A segunda temporada continua o fluxo natural do anime, seguindo a vida da excêntrica família de tanukis. Por mais fantástico que seja o anime, um conto de tanukis e tengus, o núcleo sempre foi uma família tentando se entender e cada um deles tentando achar seu lugar. Os momentos em que eles se reúnem podem ser dramáticos, tocantes ou simplesmente cômicos. E essa é a magia do anime. É bagunçado, quase de forma circense, ao mesmo tempo que mostra uma família tentando viver sem a figura paterna que os unia.

Fico contente que o anime tenha voltado e continua sem perder o charme da primeira. Recomendo muito para aqueles que perderam a oportunidade de acompanhar na época e querem usar a segunda como um pretexto para assistir.


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Estúdio: Wit Studio
Direção: Araki TetsurouKoizuka Masashi
Roteiro: Kobayashi Yasuko
Baseado num mangá por Isayama Hajime
Número de episódios: 12
Sequência do aclamado anime Shingeki no Kyojin.

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Segunda temporada do anime super popular que, surpreendentemente, é bem decente. Agora sem problemas de agendamento e falta de animadores, o anime segue num bom ritmo e deve aproveitar bem os 12 episódios. Uma temporada de 1-cour, embora padrão nos dias atuais, ainda causa estranheza naqueles que estão acostumados a assistir shounens longos, mas todos sabemos que a qualidade nesses casos é a primeira que vai embora. E a indústria está ficando cada vez mais saturada, com produções assim tendo equipes mais limitadas, logo se tornando extremamente exaustivo fazer um anime de 2-cour (24-26 episódios).

Bom, é isso. O anime continua interessante e intrigante. Se você não deu uma chance para o anime porque seus amigos chatos ficam dizendo o quão legal é pela violência e brutalidade, saiba que ele é bem mais que isso. A trama e o cast de personagens são o que realmente carrega a obra.


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Estúdio: Bones
Direção: Nagasaki Kenji
Roteiro: Kuroda Yousuke
Baseado num mangá por Horikoshi Kouhei
Número de episódios: 25
Sequência do anime Boku no Hero Academia. Segue a jornada de Deku, um garoto sem poderes num mundo no qual é algo bem comum. Porém seu destino muda quando seu herói favorito, All Might, lhe concede seus poderes. Deku agora tem a missão de se tornar um herói tão lendário quanto seu ídolo.

Overkilledred

Falando em ritmo, Boku no Hero Academia desde a primeira temporada seguia um ritmo arrastado e cansativo, demonstrando uma preocupação comum em animes long-runnings de manter uma boa distância do mangá e evitar fillers – exceto que a primeira temporada teve 12 episódios. E isso se repete na segunda temporada. É realmente frustrante ter que começar um episódio pulando 2 minutos de recapitulação e saber que o episódio vai inserir vários flashbacks e arrastar cenas dramáticas. Isso realmente quebra as pernas de um anime voltado para ação. Isso só é compensado pelo fato de ser uma produção da Bones, que consegue entregar cenas bem animadas quando é necessário.

Se você for alguém que fica em dúvida do que acompanhar, anime ou mangá, talvez seja melhor ficar com o mangá. Ritmo é importante em animes como esse e talvez isso prejudique muito seu entretenimento.


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Estúdio: MAPPA
Direção: Satou Keiichi
Roteiro: Ooishi Shizuka
Baseado num jogo por Cygames
Número de episódios: 24
Sequência do anime Shingeki no Bahamut.

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Shingeki no Bahamut foi um anime muito bom… nos três primeiros episódios. Foi um anime que soube captar bem o feeling de filmes de aventura e explorou temáticas diferentes em cada episódio. Os personagens também eram carismáticos e o anime prometia ser a melhor adaptação de um jogo – um cardgame ainda por cima. Bom, ainda é a melhor adaptação. Mas a questão é que o anime se perde quando começa a focar no plot e, embora ainda seja divertido de acompanhar pelos personagens, não tinha mais aquele sentimento de diversão de assistir um Zorro-Piratas-do-Caribe-Zumbis que os primeiros passavam.

A segunda temporada se passa dez anos depois e apresenta uma nova protagonista, além de uma estrutura de mundo totalmente diferente. Agora os humanos subjugam os demônios e criaturas mágicas, fazendo os de escravos e os torturando por prazer. Essa inversão de papeis é interessante e traz uma nova perspectiva de narrativa. A protagonista nova também é divertida e, embora a trama seja mais pesada, a série ainda mantem um clima descontraído que se tinha na primeira. Só espero que dessa vez a história tome um rumo mais interessante que a da primeira.

É uma sequência que também funciona bem como stand-alone para quem quiser começar a acompanhar, embora eu ainda recomendaria ver a primeira pra se localizar melhor.

Overkilledred

Escarlate como o inferno, Overkilledred é um dos admins do blog e adora utilizar terminologias em inglês por se achar cool. Defensor da indústria de animação japonesa atual e de todos os mercados de nicho, ele luta contra a desinformação passada pelas mídias especializadas em cultura pop e tenta salvar o público da alienação.

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Sobre Overkilledred

Escarlate como o inferno, Overkilledred é um dos admins do blog e adora utilizar terminologias em inglês por se achar cool. Defensor da indústria de animação japonesa atual e de todos os mercados de nicho, ele luta contra a desinformação passada pelas mídias especializadas em cultura pop e tenta salvar o público da alienação.

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